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"cai na réau!"

Até há uns dias andava feliz da vida, convicta de que agora ia ficar rica!!

Hoje comecei a fazer contas à vida e às despesas...




















AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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Mais de metade do que vou ganhar já vai para despesas todos os meses!!

Estou fodida!
Não há pior estado do que o da incerteza, da espera, da ansiedade... É estar no fundo de um precipício segurados apenas por uma corda na expectativa, sem saber se nos vão atirar outra corda para podermos subir ou se vão cortar a única que nos aguenta. Às vezes ouvimos umas vozes lá em cima mas, como não sabemos o que vão fazer, ficamos com uma sensação de pânico e felicidade ao mesmo tempo. É de loucos...
É terrível. Dá cabo de tudo. Da estabilidade emocional, do equilíbrio mental, da capacidade de concentração.
Quando se arrasta por meses, deixa-nos de rastos... autênticos cacos...
Devia ser proibido...

É pá!

Eu não quero parecer parcial mas...


esta Gayja já merecia ter ar condicionado no carro!


(Melting... I'm meeeeeltiiiiiing...)






(e não fazer post com muito poucas horas de sono para não escrever coisas como "já ter merecia"...)

O sofrimento continua...

O corpo humano é fantástico (e assustador).
O meu decidiu recentemente atormentar-me com suspiros, bocejos e falta de ar de 10 em 10 minutos (sintomas que, descobri "the hard way", não devemos transmitir a alguns médicos sob pena de sermos confrontados com um risinho gozão).
O que o safa é que até lhe acho alguma graça (ao corpo, não ao médico), senão trocava-o já!


(Se não fossem os posts "só porque sim", o que seria deste blog?)

(elogio?)

Depois de ter feito uma breve descrição do meu (ainda curto) percurso académico e profissional, ouvi, de alguém que não estava a avaliar-me mas até poderia estar, o comentário que mais me fez inchar o peito nos últimos tempos:

- Ena! Esta mulher tem tomates!

(Não liguem ao sentido literal da coisa...)
Estou




















tão




















fodida.
A minha vida está tão deprimente...

Estou farta, cansada, com dores nas costas, dificuldade em respirar, irritável e sempre a acordar a meio a meio da noite ou pouco antes do despertador.

Quando tudo isto acabar... não sei. Não sei mesmo.

(Não devia dizer isto, mas às vezes apetece-me desistir e mandar tudo para um sítio que eu cá sei. Outras vezes, sem nenhum motivo em especial, dá-me vontade de chorar. Depois passa...)
Estou que nem uma autêntica equipa de futebol americano:

treino intensivo,

dois treinadores que vão comigo ao jogo e

uma cambada de cheerleadears a apoiarem-me!

Até já tenho o meu doping:


Lá vai este blog ficar em standby outra vez...

Problema resolvido

Afinal, levar esta vida de cão (repito: não a vida do meu cão, certamente) até tem as suas vantagens.

Por exemplo: se eu tivesse tempo livre, neste momento estaria a debater-me com um enorme dilema: ir à Lesboa ou ir ao jantar blogger.
Como não posso sequer pensar ir a um ou a outro, problema resolvido!
Weeeeeeeeeeeeeee!
Sinto-me capaz de matar alguém só com o olhar.

socorro...

Primeiro, devia fazer um pagamento de 120€ e só passado mais de uma semana me apercebo que tinha feito um pagamento de 1,20€...

Depois, ligo à minha namorada a saber se ela já está em casa e ela responde-me que há pouco mais de duas horas me tinha telefonado a dizer que tinha chegado a casa (e eu não consigo lembrar-me)...

Hoje de manhã faço um telefonema. Vai para o fax. "Bolas", penso. Volto a tentar. Fax novamente. Decido tentar passado meia-hora. Vai para o fax. Vejo melhor... Claro, estava a ligar para o número... do fax...

Quantas mais provas serão necessárias para considerar que estou mesmo a ficar maluca...?

Desespero


A minha namorada diz que eu poderia ter este cartaz na janela do meu quarto.
Pois... Também anda com o sentido de humor apurado... Humpf!


Imagem daqui.
O sistema é engraçado.

Arrancam-nos as tripas, roubam-nos a vida, põem-nos loucos, obcecados, deprimidos, e depois, quando já demos cabo da nossa sanidade mental pelo esforço, atiram-nos aos psicólogos para estes dizerem que, afinal (e no final mesmo! porque quando tudo começou não éramos assim), não estamos psicologicamente aptos.

O sistema tem um sentido de humor muito apurado...
Estou tão farta de ter sempre de estudar... É indescritível o estado de sacrifício e sofrimento a que cheguei.
Às vezes apetece mesmo mandar tudo à merda... Fugir...
Parece que tenho um monstro aprisionado no meu peito. O monstro da liberdade, da despreocupação e da irresponsabilidade. Consigo contê-lo... mas há alturas em que cresce e quase se solta...


Todos os que me rodeiam acreditam que vou conseguir. Eu sei que provavelmente não. E o facto de todos acharem que sou capaz não ajuda. Falam comigo como se a vitória fosse já segura. Mas não é. Não é. E toda essa fé só piora... Aumentam a pressão e eu fico mais fraca...

Apanhada! (quase)


- Tu só estudas, só estudas...

- É a minha vida...

- Nem vais aos gajos!

- Pois não, só estudo...

- Ah... Vais, vais... Isso eu sei que tu vais! Só ainda não sei se vais aos gajos ou às gajas! Isso é que ainda estou para ver!

- Nã... Eu só estudo...


Ups!

Calma, calma, calma, calma, calma...

"Calma. Tens de ter muita calma."

"O fundamental é manteres a calma."

"Não podes stressar. O essencial é manteres-te calma."


Eu sabia que já devia ter ido para o Yoga há muito tempo...

Evolução?

Depois de ter demorado cerca de 6 meses a ler "O retrato de Dorian Gray" (que ainda não acabei mas já está quase! ALELUIA! Sim, eu sei que o livro é pequeno mas eu não tenho tempo!!), decidi dar mais uma oportunidade aos romances (até há pouco tempo e durante muitos anos não tive paciência para este género) e já comecei a ler outro:


E estou a gostar!
Ora bem... algum dia me haveria de passar a mania de "pseudo-intelectual que não perde tempo a ler romances", não é? ;P


A semana começa com um dia escuro e chove... Perfeito para o estudo!
Boa semana!

Antes e depois

Tenho saudades daqueles Domingos em que acordava com a cabeça pesada e a boca seca.
Pousava os pés nos chão e ficava na cama sentada a ganhar forças para me levantar.
Via as horas no relógio do telemóvel (seriam aí umas 16h) e olhava para a janela, sem qualquer cortina, persiana ou blackout, inclinada como o tecto do meu quarto. O quarto estava permanentemente iluminado pois naquela altura do ano não anoitecia.
Levantava-me, abria a porta (ouvindo sempre o som do espanta-espíritos que tinha pendurado do lado de dentro) e percorria o corredor até ao fundo, onde tinha a casa de banho.
Saía da casa de banho, virava à esquerda e entrava na cozinha. Normalmente era recebida com um sorriso e um "Yey! Good morning!". Nos meus dias de sorte, a namorada dele também lá estava usando apenas cuecas (tinha umas brancas com riscas vermelhas que eram muito giras e que lhe ficavam mesmo bem) e uma t-shirt branca. A resposta costumava ser um arrastado "gooooood mooooorning" enquanto abria a porta do frigorífico para de lá tirar o pacote de sumo de laranja ou de leite de soja achocolatado. Servia-me de uma dose abundante enquanto cada um dizia onde tinha ido na noite anterior.
Terminada a bebida, dirigia-me de novo para o meu quarto, encostava a porta e deitava-me na cama, de barriga para cima a fixar o céu pela janela... a ver as nuvens passar... sem pensar em nada...




Agora... levanto-me, tomo um pequeno-almoço banalíssimo (cereais com leite e um café), passo os olhos por 2 ou 3 revistas, vou à net ver se há novidades e sento-me à frente de letras... e mais letras que se multiplicam e criam linhas... e linhas que nunca mais acabam e enchem imensas folhas... e folhas que se vão aglomerando em vários livros e... e...

Ainda sou muito nova mas já dou por mim a pensar

"how the hell did I get here?!"

(retorno)

A vida é uma gaja engraçada.
Dá-nos a volta à cabeça, complica tudo, trata-nos como lixo, faz-nos rastejar e lamber o chão, quase dá connosco em doidas e depois, quando já quase perdemos a esperança e já estamos a tentar consolar-nos, ela atira-nos um balde de água morninha (assim mais pró quentinha do que pró fria).

Finalmente começo a ter alguma recompensa pela vida de cão (não sei de que cão mas, certamente, não a do meu, pois esse tem vida de lord) que tenho levado nos últimos 2 anos.

O cenário era tão negro...
Estava já tão habituada às dificuldades, chatices, stresses e sacrifícios.
Tentei preparar-me para o choque do insucesso. Várias vezes fiz um exercício de antevisão da minha reacção ao fracasso. Era uma espécie de treino para que, quando as coisas corressem mal, não ficasse maluca e conseguisse lidar com as emoções.
No meio de tanta precaução e preocupação só me esqueci de uma coisa: preparar-me para o sucesso.

Resultado: descobri que quando todo o meu esforço, dedicação e trabalho é recompensado de forma inesperada, fico com um sorriso de palerma estampado na cara e começo a tremer. Sim, a tremer mesmo!
Enfim...

Ainda não atingi os meus objectivos. Ainda falta um longo caminho e posso ainda ter de voltar à estaca zero.

Mas, agora, eu sei que sou capaz.

E se, por um lado, este reconhecimento aumenta ainda mais a pressão que, não só eu mas também quase todos os que me rodeiam, colocam sobre mim, por outro, traz um pontinho mais para a minha auto-estima (que, coitadinha, estava a precisar...).

Obviamente, refiro-me apenas à minha vida profissional.

No que diz respeito à minha vida pessoal, sou a gayja mais sortuda do mundo.
Tenho comigo uma mulher fantástica, que me apoia, dá-me força e que me fornece o necessário equilíbrio emocional para aguentar, de cabeça erguida, tudo o resto.
Tudo seria muito mais difícil se não tivesse o conforto do abraço dessa mulher, onde tantas vezes me refugio quando só me apetece fugir para muito longe. E não consigo imaginar como passaria sem os beijos que me dá: são verdadeiras injecções de calma, força, esperança e amor.
Acima de tudo, amor: a maior e melhor de todas as conquistas.




(que raio de post estranho... acho que demonstra bem o meu estado...)
Vou-me deitar.


E a grande novidade é: pela primeira vez este ano, não vou ligar o despertador!!



(eu sei, eu sei... a minha vida é deprimente...)