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A minha quê?!?

Numa loja, enquanto experimentamos roupa, a senhora traz e leva diferentes tamanhos e cores.

Bate à porta do vestiário, eu espreito:

- Tem aqui as calças que a sua compa...

(eu sorrio)

- A sua amiga...

(sorrio mais e franzo a testa como quem espera pela próxima)

- A sua colega... pediu.

(sorrio com ar gozão)

- Ok. Obrigada!

Programa para amanhã:



(já vi alguns blogs com um post assim parecido e não quis ficar atrás... ;P )

estranho...

Não quero que me interpretem mal. Admiro muito a rede ex aequo (que, para quem não estudou latim, se lê écs aiquó e não ézéco como tanto se ouve...) e acho que é das melhores coisas que este país tem. Aliás, se me saísse o euromilhões, parte do prémio ia para essa associação.

Mas há aqui uma coisa que me está a causar alguma comichão: então dia 20 (dia em que, para os que têm memória de peixe, se realiza a Marcha LGBT em Lisboa) o grupo da rede ex aequo do Porto, em vez de arranjar um autocarro para levar o pessoal a Lisboa, organiza uma reunião de reabertura? Com direito a apresentação da equipa coordenadora?
Já não percebo nada...

Se não soubesse melhor, diria que quase parece haver aqui um pequeno boicote...

Claro que um dia rebento...

Ao telemóvel com a minha mãe:

- Tu vais a Lisboa este fim-de-semana??

- Vou.

- Não vais à marcha gay, pois não?!?

- Não... Havia de ir lá fazer o quê...?

- Tu vê lá o que fazes... Não queiras estragar a tua vida que ainda agora está a começar!

- Tá beeeeeem... tá beeeeeeeeem...

- Ainda por cima com as mudanças políticas que tem havido ultimamente!!

- Olha, por isso mesmo! Mais uma razão para ir e para tu vires comigo!!

Esta última frase não a disse. Porquê?!? Porque é que só me lembro destas respostas depois?!?

Hoje ao almoço, o meu pai:

- Não precisas de rasgar esses papéis.

- Pois, mas pode ter alguma informação minha e eu sou muito reservada com as minhas coisas.

- É pena que não sejas mais reservada em tudo o resto...

- Reservada? Ou quererás dizer escondida? Enclausurada?! Já sei, que tal dentro de um armário fechada a 7 chaves?!

E também não disse esta última... Porquê?!? Porque é que eu não consigo pensar e responder rápido?!?


As pessoas dizem que se preocupam muito connosco. Que quando dizem estas coisas é porque se preocupam com a nossa vida, com o nosso bem-estar, com o nosso futuro.
Mas no dia-a-dia,
quando têm oportunidade de dizer "eu preocupo-me contigo portanto vou fazer algo para mudar a mentalidade das pessoas que me rodeiam e facilitar a tua vida", onde estão eles?!?

Da puta da teoria do "eu gosto muito de ti portanto mete debaixo do tapete" já os gays estão cheios!! Isso não é preocupação connosco, é preocupação única e exclusiva com eles e com o que os outros poderão dizer!!

Para isso, meus familiares e amigos, calem-se ou ponham-se longe!!

Logo ali, do outro lado da Europa:


Queria dizer qualquer coisa mas a aberração é tal que nem sei o que dizer.

Deixo aqui o meu contributo: porque não também proibir a divulgação dos iogurtes de morango? É que se a ideia é passarmos a fazer leis simplesmente porque nos apetece ou porque qualquer coisa nos desagrada, a mim desagradam-me muito os iogurtes de morango! Não lhes suporto nem o cheiro!
Aaaah... Não posso dizer que é só porque não gosto (isso ia parecer preconceituoso, não era?). Tenho de disfarçar com outra desculpa!
Pois bem: proponho a proibição da publicidade aos iogurtes de morango para proteger as mentes inocentes das crianças daquelas imagens de morangos a serem destruídos para misturar no iogurte. É que todos sabem que isso pode ter um efeito negativo e torná-las possíveis assassinas de morangos quando crescerem!
Assim está melhor?


(e depois venham me dizer que as Marchas LGBT não são importantes...)

via

conclusões de um serão caseiro

Estar apaixonada é muito giro. Anda-se nas nuvens, sempre a pensar naquela pessoa especial e a querer estar com ela (e muitas outras coisas muito mais bonitas que agora não me apetece expôr porque isto não é um post lamechas).
Mas tem uma desvantagem enorme: basta uma cena qualquer mais lamechas ou dramática na Tv para se ficar com a lágrima no canto do olho! É incontrolável!
Tal não acontecia quando não estava apaixonada, logo: será possível concluir que o estado de "apaixonamento" nos torna mais sensíveis/frágeis?


E já agora, ontem à noite, enquanto na 2 morria a Sandy da Weaver e a família daquela tirava o filho a esta, na SIC a Cláudia e a Sónia faziam qualquer coisa (não dá para ver tudo ao mesmo tempo...) e na TVI, primeiro, o Mário prosseguia a luta para ficar com a filha do seu falecido namorado e, depois, a 13 ia a um bar de strip-tease e "babava-se" a olhar para a stripper ao mesmo tempo que lhe punha uma nota nota na lingerie.
Perante tal cenário, cabe perguntar: que raio anda a RTP1 a fazer?

Dia de Portugal e outros assuntos

Quero lá saber das economias e outros assuntos que muitos consideram mais importantes do que direitos fundamentais. Venham os de esquerda, venham os de direita, vai dar tudo ao mesmo! Todos têm em comum o mesmo senhor e amo: o capital. E é só esse que todos eles servem.

No dia de Portugal, vem a propósito relembrar que muito poucas figuras de Estado têm um verdadeiro sentido de serviço ao Estado. Estão lá pelos seus interesses, pelas suas carreiras (/carteiras) e, se tal for possível, para fazer uma ou outra obra que encha o olho do povão. Poucos entendem que a sua função é servir. SERVIR, tal e qual como os empregados de café! Com a diferença que estes servem os seus clientes e aqueles servem um Estado e um Povo. Mas nas suas mentes este sistema está subvertido. São os outros, os do povinho, que estão lá para os servir. Por isso este país nunca há-de sair da cêpa torta.

Há dias, uma amiga perguntava-me se eu estava disposta a abdicar da minha liberdade para poder desempenhar uma determinada função. Sendo essa função da maior relevância social e sendo igualmente um meio de garantir/assegurar/zelar pela liberdade dos meus conterrâneos, a resposta não poderia ser outra que não um absoluto "claro que sim".

Espero que nesta altura não estejam já a confundir-me com uma nacionalista tonta daquelas que se referem ao país como "a Pátria". Desenganem-se. Não tenho orgulho em ser portuguesa. Sou portuguesa apenas porque os meus pais o eram e porque nasci num determinado pedaço de terra cuja administração se encontra estruturada de forma a me considerar inserida neste colectivo abstracto chamado Estado Português.
O que me define como portuguesa é a minha cultura, algo que me foi incutido ao longo da vida e que me distingue de pessoas que foram criadas noutros países ou noutras comunidades.
Contudo, estando o território organizado desta forma e estando eu inserida nesta comunidade, cumpre-me tomar parte activa na sua organização e, uma vez que fui uma privilegiada pelo acaso de nascer num meio onde nunca nada faltou (e onde sempre houve mais do que era preciso), tenho a obrigação ética de utilizar essas condições que me são favoráveis de forma positiva e contribuir para o bem-estar dos que me rodeiam.

Já me desviei do que queria escrever...

Voltando ao início: já muito pouca fé tenho de que ser governada por direita ou por esquerda, em matéria económica, faça uma grande diferença. Para mim faz, porque sou de opinião que essas matérias devem ser orientadas por uma ideologia inclinada para a esquerda, mas já não tomo nada como verdade absoluta.
Há, no entanto, algo que me tem preocupado muito. Desde que, no Domingo passado, a direita conseguiu aumentar o seu número de votos, há algo em que não consigo parar de pensar. Se nas próximas legislativas a direita aumentar o seu peso na Assembleia da República, meus queridos, bem que podemos dizer "xau, xau, bye, bye" ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tão certo como eu chamar-me ................ (ha! achavam mesmo que eu ia dizer?)
Voltamos a ter esse projecto adiado por mais 4 anos (pelo menos). E esta ideia assusta-me! Que se lixe a economia! A gente cá se arranja! Os direitos fundamentais é que não podem esperar! Não mesmo! Já chega!

Marcha LGBT, dia 20 em Lisboa

Estou com pouca paciência para grandes discursos acerca da importância de todos ( T O D O S ! ) irem e participarem na Marcha LGBT que se realizará dia 20 em Lisboa.

Já disse o que tinha a dizer aqui, aqui e aqui e outras pessoas já o disseram muito melhor.
Não estou com paciência para estar a insistir e voltar a explicar a importância da participação na Marcha porque é demasiado evidente e se alguém ainda não percebeu é porque não quer perceber mesmo!


Se o que pretendem é passar o resto da vida sentados no sofá a queixar-se da discriminação, do quão injusta ela é e de como condiciona a vossa vida, deixai-vos ficar sentadinhos porque os direitos hão-de mesmo cair-vos no colo, de mão beijada!

Se o que pretendem é passar o resto da vida a comentar como é triste, a pena que têm e o quão injusto é que aquele vosso amigo ou filho ou primo homossexual tenha de viver limitado e com medo de partilhar a vida com o seu parceiro com a normalidade e o à vontade com que vocês o fazem, deixem-se ficar sentadinhos no sofá!

Mas depois não venham com o paleio de "isto não pode ser", "isto é injusto", "eu faço a minha luta por dentro do sistema" porque tudo isso são tretas, meras palavras ocas!

Uma vez por ano têm esta oportunidade brilhante de demonstrar o vosso descontentamento e, juntamente com outras pessoas que lutam pelo mesmo, reivindicar uma alteração. Não a desperdicem!

E se julgam que a Marcha não tem impacto nenhum, imaginem o que seria no dia 21 a primeira página de um jornal dizer que a Marcha tinha reunido 10 000 pessoas. Estamos longe desse número? Muito provavelmente sim. Mas como julgam que lá se chega? Ficando no sofá à espera que os outros sejam número suficiente?

Finalmente, para os que confundem a Marcha com um circo (e que insistem em justificar a sua ausência com essa "desculpa" da treta), que tal irem ver pelos vossos próprios olhos? Garanto-vos que ficariam surpreendidos.
É que palhaços só mesmo os que discriminam, os que insistem em não reconhecer a Marcha como uma forma de luta fundamental e os esperam que os outros façam a luta por eles!

Está tão giro:


via.

Como a minha empregada quase me matou do coração:

- Eu vou a Lisboa no dia 20!

- Hã?

- Sim, no dia 20 deste mês.

- A Lisboa? Que vais lá fazer? (ó meu deus....)

- Adivinha! O que é que há em Lisboa no dia 20?

- (não... não pode ser... eu estou a viajar na maionese!) O que há em Lisboa no dia 20?

- Oh! Não sabes?

- (ai, ai, ai, ai, ai... estará a pôr-me à prova?) Diz lá o que é que há!

- O pic-nic do Modelo!

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... (bem me estava a parecer bom demais...)

Veio ao sítio certo!

- Namú, já viste a busca deste?!
- Hahahahaha!

Boas intenções com hipocrisia e interesses à mistura

É bastante provável que o meu nome venha a aparecer na tal petição de que toda a gente fala hoje (até porque não quero perder este casório por nada).

Mas fá-lo-ei apenas porque tem de ser e não porque concorde com a forma como este tipo de movimentos são promovidos. Não são nada o meu estilo.
Pegam numa boa ideia, juntam-lhe um pouco de interesses pessoais e uma pitada de hipocrisia e txarã!
Agora vós, povo, vinde bajular-nos! Lembrai-vos de nós, que estamos cá em cima, acometidos por um ataque de "altruísticite aguda", a zelar pelos vossos direitos.

Mais uma vez, as coisas são feitas ao bom estilo de Lisboa de que tantas vezes ouço os meus pais falar (note-se: ambos viveram muitos anos em Lisboa, cidade onde mantêm família, amigos e colegas e à qual ainda hoje se deslocam com bastante regularidade). "Tens de ter cuidado... Olha que tu estás habituada a um tipo de pessoas e lá em baixo eles são muito diferentes... É claro que há boas e más pessoas em todo o lado, mas o próprio estilo de vida e a forma como estabelecem as suas relações é diferente da nossa. São muito mais de caganças e sentem uma maior necessidade de aparecer. Valem-se mais por quem conhecem, pelas pessoas com quem vão jantar ou as casas que frequentam do que pelo que são."

Vejamos a lista da "comissão promotora".
Em primeiro lugar, reconheço apenas cerca de 20 ou 30 nomes que constam nessa lista. Até aqui: culpa minha que nunca acompanho nada das "figuras públicas" (o que quer que isso seja...) deste país.
Depois, dizem que estão lá 1000 nomes. Mas quantos desses 1000 alguma vez se manifestaram ou sequer se pronunciaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Lembraram-se agora? Há muitos anos que várias associações andam a apelar à participação das mais diversas pessoas na luta pela igualdade de direitos dos cidadãos LGBT. Mas a maioria destas pessoas só agora se lembrou de que isto não é apenas uma luta dos LGBT.
Não, não é porque viram uma boa oportunidade para aparecer e se auto-promoverem... Nada disso! Estão genuinamente preocupados com a igualdade no acesso ao casamento civil por parte de cidadãos que têm vindo a ser tratados como de "2ª categoria" à sua volta e à vista de todos há anos!
Aliás, espere-se os próximos tempos para ver quantos daqueles 1000 mexerão uma palha por aquilo que ali publicamente dizem defender. Esperemos para ver...
Ah! E já agora, esperemos para ver se Nuno Markl e Fernando Alvim (sim, até esses bem intencionados lá constam) a partir de agora vão abdicar das gracinhas preconceituosas e homófobas que tantas vezes os ouvi transmitir publicamente. Esperemos para ver...
E o Bastonário da Ordem dos Advogados? Lembram-se de como ele, que não perde uma oportunidade para vir publicamente denunciar situações injustas neste país, barafustou no dia 10 de Outubro quando o PS chumbou a proposta na AR? Eu não me lembro...
E podia continuar a nomear outros mas acho que já perceberam onde quero chegar.

É mais uma bela iniciativa neste país fútil. Nada de novo, portanto.
Resta-me apenas assinar a petição.


Adenda (2/6/09, 00:32h):
Afinal já não estou tão certa de que o meu nome venha a integrar a petição.
Dizem ali que «O único ponto que mereceu alguma discórdia foi mesmo a eventual associação do movimento a iniciativas claramente LGBT, dado que as figuras públicas que se associaram ao Movimento poderiam não se identificar claramente com outro tipo de iniciativas mais políticas que pudessem querer surgir sob o carimbo do MPI (???).»
Se bem percebi, todas aquelas pessoas associaram o seu nome ao movimento porque estão fartas de viver num país que discrimina, estão revoltadas com a presente situação e decidiram fazer algo em relação a isso! Optaram por "dar a cara" por uma causa e contribuir para uma luta que tem vindo a ser promovida há anos pelas associações LGBT. Mas calma... Nada de entusiasmos... Estão muito incomodados e dispostos a ir à luta mas...
(Tenho pena de não ter lá estado para perceber melhor a que se referiam...)

festarola?

Está tão bom que até parece mentira.
De ver e chorar por mais (será por isto que a minha namorada diz que sou exageradinha?):



Look inside,
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we're so uninspired,
so sick and tired of all the
hatred you harbor

So you say
It's not okay to be gay
Well I think you're just evil
You're just some racist who
can't tie my laces
Your point of view is medieval

(TODOS!)
Fuck you (Fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
(;P)

Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Do you get,
Do you get a little kick out of
being slow minded?
You want to be like your father
It's approval your after
Well that's not how you find it

Do you,
Do you really enjoy living a
life that's so hateful?
Cause there's a hole where
your soul should be
Your losing control of it and
it's really distasteful

Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause your words don't
translate and it's getting
quite late
So please don't stay in touch

Fuck you, Fuck you, Fuck you,
Fuck you, Fuck you, Fuck you,
Fuck yooooou

You say
You think we need to go to war
well you're already in one
Cause it's people like you
who need to get slew
No one wants your opinion

Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause your words don't
translate and it's getting
quite late
So please don't stay in touch

Fuck you, Fuck you
Fuck you, Fuck you
Fuck you, Fuck you

Via.

Boas novidades

Tenho de confessar que quando o blog do Arraial apareceu, fiquei com medo.
Aquele template era tão piroso que tive mesmo receio do que dali ia sair.
Afinal, tcharã!


Está mesmo giro!
Até já estou com vontade de ir (e levar a minha mãe para participar no lançamento da pochete)!
Já que não tenho qualquer ligação a associações ou partidos, posso dizer isto sem receio dos ataques e acusações do "politicamente correcto".


Irrita-me profundamente o aproveitamento partidário das lutas lgbt.
E irrita-me profundamente que haja partidos políticos à mistura na organização da Marcha LGBT. Por muito que o neguem, as suas intenções nunca são puras!

Por isso, se eu mandasse (ai,ai... isso é que era bom! :p), tirava toda e qualquer intromissão política da organização da Marcha!

Ah! E já agora, é óbvio que eu não vou para a rua manifestar-me pelo "poliamor" portanto, por favor, este ano poupem-me a essas merdas, tá?

Já bem basta o facto de a Marcha ser num dia e o Arraial noutro para desincentivar imensa gente de fora de Lisboa a ir à Marcha. Por favor, não piorem ainda mais a situação.

E a notícia do dia é:


Gays vão ter a oportunidade de pagar um balúrdio para estarem enterrados no armário!!


Isto sim, é evolução!

«Tudo para uma velhice tranquila, mas com uma condição: confidencialidade. Ninguém na vizinhança pode sequer suspeitar que, num apartamento de sete assoalhadas da freguesia do Alto do Pina, há um lar exclusivo para gays.

R. Q. quer continuar a fazer a vida de sempre ? passear pelo bairro sem que o olhem de lado, entrar no talho ou no Olaias Clube sem que lhe apontem o dedo: "Não é só por mim. Vivo com a minha mãe de 90 anos e não quero que ela seja alvo de recriminações."»

Percebo perfeitamente o senhor... Coitado...
Ele até é tolerante e tal e gosta muito do dinheiro, digo, dos gays! Mas só dos enclausurados!
Nada de irem por ali adentro com as plumas porque o senhor tem uma mãe de 90 anos que é alérgica! E deixem as rainbow flags em casa porque este senhor não quer ficar com fama de viver à conta desse tipo de gente!


Triste, triste, triste...

"Orgulho"?

Imagem daqui.

Estou farta de ler e ouvir comentários em relação ao "orgulho lgbt" que demonstram que as pessoas não percebem o significado desse conceito e entendem-no como contraponto de orgulho hetero.

Ora, se já por todo lado nos fartamos de explicar em que consiste aquele "orgulho" mas sempre que se fala desse assunto é necessário começar por explicar novamente em que consiste aquele conceito, não seria melhor substituir aquela palavra por outra que não desse lugar a dúvidas ou interpretações erradas?

Parece-me que ficaríamos todos a ganhar: por um lado os que defendem o "orgulho" passariam a sua mensagem de forma mais clara (e deixemos de lado as razões históricas de tal palavra mas concentremo-nos nos efeitos práticos pretendidos) e, por outro, os que insistem (umas vezes propositadamente mas outras vezes não) em confundir não teriam mais razão para o fazer.

Alguém tem alguma ideia?

(Eu ia dedicar-me à procura da palavra mais adequada mas agora não tenho tempo...)


Adenda: e é claro que eu concordo que o ideal era não mudar palavra nenhuma e conseguir que as pessoas percebessem, mas isso pode levar anos... E uma alteração da palavra podia resolver o problema em pouco tempo.