Amanhã começa "Setembro"...
E eu quase nem tive "Agosto"...


(Até "Março", vai ser um dia... bolas!)

A caminho de casa...

- Eras a miúda mais gira que lá estava.

- A 2.ª mais gira.

- Eras a mais gira de todas. Eu vi!

- Mas não viste de onde eu estava. Eu é que vi o teu sorriso lindo. E os teus olhos espectaculares.

- Ena, amor... Quanta eloquência...

- Ó... Para que quero eu a eloquência se palavra alguma chega para descrever o que sinto por ti?

Nanja.


de não +

adv.,
pop.,

não;
nunca;
por forma nenhuma.

Amigos de infância/adolescência/sempre

É bom voltar a sítios que já foram "como em casa" durante muitos anos.

A verdade é que há uma casa que sempre foi "como em casa". Simplesmente, não sei bem porquê, nos anos mais recentes, deixou de ser aquele sítio onde se "acampava" algumas noites seguidas sem necessidade de invocar qualquer justificação.
Quando éramos mais pequenos os meus pais já sabiam o que iam ouvir quando chegasse a hora de ir embora.
«Eles estão a perguntar se podemos ficar cá a dormir... Podemos?! Vá lá...»
Nunca foi preciso levar pijama, toalhas ou escova de dentes. (Esqueci-me de verificar agora mas na última vez que lá fui tinha uma escova de dentes com o meu nome.)

Por lá, está quase tudo igual.

A comida tem o mesmo sabor. Os lençóis o mesmo cheiro. Na sala a mesma música. A rede de basquetebol no quintal.

«Lembras-te quando passávamos tardes inteiras a jogar aquele jogo dos pontos?»

Lembro-me como se tivesse sido ontem à tarde.

As chávenas do pequeno-almoço são as mesmas e ainda estão no mesmo armário.

«Anda, vou mostrar-te onde estão as bolachas de chocolate para quando te apetecer
«Não é preciso. Ainda me lembro onde estão guardadas.»

Também ainda lá está aquela voz que nos ia acordar, já no início da tarde, com a "célebre" frase «Então, têm a boca a saber a papel de música?».
O discurso mudou. «Não fiquem a estudar até muito tarde...»

É bom voltar! É boa a sensação de ser bem-vinda!

Será que eles se lembram daquela noite em que esperámos que os adultos adormecessem, fomos buscar uma manta velha que estendemos sobre a relva e ali nos deitamos os quatro, a partilhar cobertores, a dizer disparates e a aprender que há várias estrelas-cadentes todas as noites até que, já quase de manhã, descobrimos que durante a noite a temperatura diminui bastante e fomos, pé ante pé, sem fazer barulho, cada um para sua cama?




(nostalgia...)

E hoje é um daqueles dias em que estou cansada.

Velha discussão

Ah! E tal... A Adriana Lima isto... A Adriana Lima aquilo... E mais não sei o quê...


Ok, ok... É engraçadinha. Até tem um corpinho que "prontos e tal"...

Mas se a compararmos com a Monica Bellucci...


Minhas Senhoras, de facto, esta Mulher é qualquer coisa.

Discriminação

A pior forma de ser vítima de discriminação não é ter dedos apontados quando se vai na rua.
A pior forma de ser vítima de discriminação não é ser gozado no local de trabalho.
A pior forma de ser vítima de discriminação não é ter o acesso vedado a um direito ou serviço.


A pior forma de ser vítima de discriminação é dentro da própria casa.
É ser obrigado a mentir para evitar confrontos e discussões.
É ter de esconder uma parte importante da vida e ter sempre de pensar duas vezes antes de dizer o que quer que seja.
É ter um familiar a olhar e a falar como se fosse fazer alguma asneira de cada vez que se vai ao encontro da namorada.
É haver ou alguém inventar sempre à última hora um entrave qualquer de cada vez que se vai sair com a namorada.
É não poder levar a namorada a casa.
É não poder sequer dizer o nome da namorada à frente de alguns familiares.


E o pior de tudo é ter a certeza absoluta que se ela fosse apenas minha amiga ou eu nunca me tivesse assumido iam adorá-la!
O pior de tudo é não ter a menor dúvida que a única razão porque não gostam dela, não me deixam levá-la a casa e não querem conhecê-la é por ela ser uma mulher!



Puta que pariu.

Tudo é relativo

Que lindo que é adoptar um cãozinho!
Que lindo que é ir buscar o cãozinho ao canil!
Que lindo que é encher o cãozinho de festinhas e mimos!
Que lindo que é ter o cãozinho histérico e feliz da vida o caminho todo!
Que lindo que é o cãozinho andar a passear pelo carro!

Mas agora quem tem o carro cheio de pêlos, a tresandar a cão e, possivelmente, com pulgas??
Quem sou??
De que forma deverá ser interpretada a postura/atitude de defesa adoptada por uma pessoa sem que lhe tenha sido dirigido qualquer ataque ou acusação?










(Maldita mania de ficar a matutar!)

Desespero

Depois de mais de 15 horas sem água em casa:

- Pai! Está aqui o picheleiro!

- Não é o picheleiro! É nosso Senhor Jesus Cristo que desceu à terra para nos salvar!

Novelas

Odeio novelas.

Sim, odeio ver telenovelas. Não tenho paciência. Por muito bons que sejam os actores, por muito bom que seja o argumento, qualquer que seja a língua que falam, por muito elaboradas que sejam as intrigas e estórias de amores e desamores, as telenovelas irritam-me profundamente.

Quem me conhece sabe que existe uma excepção ao que acabo de dizer. A novela "Morangos com Açúcar". Não é difícil explicar: é uma novela muito básica, muito previsível, com dramas levezinhos e por isto é ideal para os meus intervalos de estudo em que pretendo abstrair a mente de tudo e simplesmente pensar em absolutamente nada.


Quando eu era muito nova, os meus pais adoptaram em casa a regra da proibição da telenovela. Mesmo que não estivesse a dar nada nos outros canais. A regra era: telenovela NÃO.
Quando era mais nova isto não me afectou de forma alguma.
Já por volta dos meus 12/13 anos comecei a aperceber-me que a conversa das minhas colegas de escola, funcionários e professores era muitas vezes em torno de uma qualquer novela que todos acompanhavam menos eu. Mas eu não tinha qualquer hipótese. A regra continuava a vigorar e só tínhamos uma televisão em casa, pelo que era quase impossível desobedecer às escondidas.

Devia estar nos meus 14/15 anos quando finalmente agradeci aos meus pais a mencionada proibição. Numa tarde livre causada pela falta de um professor, fiquei com as minhas amigas e colegas de turma na "cavaqueira" nas escadas das traseiras da escola. Falávamos das futilidades típicas e, inevitavelmente, a conversa foi dar a namoros e zangas delas e de outras. Ouvi-as (eu estava sempre fora de todas as intrigas... era sempre a última a saber dos namoros e das zangas de quem me rodeava). Não tinha muita paciência para aquela conversa e não foi preciso muito tempo para começar a "viajar na maionese". A certa altura, ao ouvi-las falar, pensei:

«Parece que vivem naquelas novelas de que tanto falam! É incrível! A forma como julgam o que os outros fazem ou dizem é em função do que vêm nas novelas. Elas comportam-se como personagens de novela!»

Foi aí que começou o meu afastamento.
Prometi a mim mesma que não voltaria a rodear-me de pessoas assim.
Queria amigos estimulantes, sinceros, sem problemas inventados, que gostassem de coisas simples, que vivessem com simplicidade, que agissem de acordo com o que pensavam, que não mentissem, que não complicassem, que fossem pacíficos e para quem estivesse sempre tudo na boa.

A partir daí fui mais ou menos conseguindo rodear-me de pessoas assim.
Infelizmente, apercebi-me mais tarde, não é fácil uma pessoa manter-se totalmente afastada de "novelas".
Mas sempre que qualquer situação à minha volta começava a transformar-se em "novela" eu ficava doente. Não é por peneira. É porque faz-me mesmo mal! Corrói-me! Tira-me o sono! Por isso afasto-me (ou fujo).

Posso hoje dizer que já aprendi a viver afastada de intrigas, futilidades, dramas, amores e dasamores.
Já lá vai algum tempo desde a última vez em que me envolvi numa "novela". Essa deu-me até a volta ao estômago. Mas depois de ter passado, consegui estar em paz novamente.
E decidi nunca mais meter-me em "novelas"!

Chega!

Infelizmente, aprendi recentemente, são muito raras as pessoas que conseguem ver, interpretar e viver tudo de forma simples. Sem complicações desnecessárias. Sem "filmes" onde não há base para qualquer tipo de "argumento".




Porque é que há pessoas que insistem em complicar?


Porque é que há pessoas que não se limitam a aceitar as coisas como elas são e lidar com elas em paz?


Porque é que há pessoas que continuam a dar exagerada importância ou relevo a emoções, sentimentos ou atitudes que quando racionalizados ou observados objectivamente mais parecem retirados de um argumento de telenovela?


Porque é que há pessoas que não se limitam a ser o que são e a agir em conformidade com o que lhes apetece e não em função do que outros possam pensar?


Porque é que há pessoas que fazem da vida uma autêntica "telenovela"?
- Não percebo...

- Pois. Tu não percebes. Tu não percebes que tu não és fácil de esquecer... Tu marcas! Depois de ti... não sei...

- Enganas-te. É fácil. O truque é odiar-me. E é tão fácil odiar-me...

Coisas fantásticas que a minha professora primária se esqueceu de me ensinar

Sabiam que o verbo «adequar» conjugado na primeira e na terceira pessoa do singular do Presente do Conjuntivo se escreve «adeqúe»?!

Como é que a minha professora primária deixou passar tamanha curiosidade? (ou como é que vivi até hoje sem saber isto?)

Para confirmar, ora vão lá ver o n.º 2 do art. 834.º do CPC.

Bem visto...


- Estava cheia de saudades... Quero ficar contigo... Quero ser a chata que te manda para a cama à noite e a chata que te acorda cedo de manhã. Quero ser a única chata na tua vida.


- Hum... E o que fazemos com a minha mãe?

"Poliamor"

Telemóvel toca.

- Olá!

- Olá, meu amor! Onde é que vocês estão?

- Não sou o teu amor. Sou a namorada dela! O teu amor está a conduzir...

- Ah! Então é o meu outro amor!



Finalmente percebi a ideia do poliamor!

Ups!

É dado adquirido que as mulheres conseguem fazer 30 coisas ao mesmo tempo e fazê-las todas bem.

Contudo, às vezes estes "malabarismos" não correm bem e dão lugar a situações muito constrangedoras, como por exemplo:

• estar a falar com a namorada no messenger,

• estar a prestar muita atenção ao que ela está a dizer,

• estar a arrumar o quarto e separar todo o "lixo" acumulado em cima da secretária no último ano,

• estar a mudar os lençóis da cama,

• no meio desta azáfama toda entrar a empregada no quarto e eu, com a cabeça concentrada no que a minha namorada estava a escrever, dizer:

«Amor, tira-me os lençóis da cama, por favor»

Devo ter ficado mais vermelha do que a capa do meu último Código de Processo Penal (ai... os juristas são tão tristes... dizem cada coisa...)!
Ao que ela respondeu:

«AH, HA! Eu sabia!!
Eu sabia que havia aí qualquer coisa que tu não estavas a contar!
Bem me parecia que andavas a esconder qualquer coisa!!»



- Ó! Nada disso... Tira-me os lençóis, por favor...


Lição aprendida: fazer uma coisa de cada vez.

Sorriso pepsodent

1. Imaginem uma mulher com cerca de 80 anos.


2. Agora imaginem que essa mulher é um bocado "tia".


3. E se essa mesma mulher usasse um perfume forte?


4. Imaginem agora que essa mesma mulher, devido à idade, já começa a ficar um bocado "xéxé".


Já está?


5. Agora multipliquem essa mulher por 20.


6. Coloquem-nas todas no mesmo espaço fechado durante 5 horas.


7. Para melhorar a imagem, coloquem-se entre estas mulheres.


Mau?

Esperem... Isto melhora!


8. Agora imaginem que recebem uma mensagem a dizer:

«Aposto que já te doem as bochechas de tanto fazer o "sorriso menina bonita"! lol»





Por ora, posso apenas afirmar que sobrevivi.

Gayzices

Agora com mais força, aqui vai a tal notícia que tinha mencionado:

«O Supremo Tribunal da Califórnia deu ontem razão a uma queixa de Guadalupe Benitez, de 36 anos, contra dois médicos cristãos que se recusaram a inseminá-la artificialmente por ser lésbica, alegando motivos religiosos.
Os juízes decidiram que as crenças religiosas não podem ser invocadas para negar tratamento médico a um doente, considerando que o direito à liberdade religiosa não pode ser usado para justificar uma prática considerada discriminatória.
"O direito ao exercício da liberdade religiosa consagrado na primeira emenda da Constituição não isenta os médicos de adequarem o seu comportamento aos requerimentos anti-discriminatórios do Estado", considerou o tribunal, segundo o diários Los Angeles Times.
O caso remonta a 1998, quando dois médicos de uma clínica de San Diego recomendaram a Guadalupe Benitez que procurasse outra clínica . "Não é apenas uma vitória para mim e para as mulheres lésbicas. Qualquer outro grupo poderia ser o alvo seguinte", disse Benitez, que teve três filhos desde então.
Os médico negaram a acusação e afirmaram ter recusado a inseminação devido ao facto de Benitez (que vive em união de facto com a sua companheira) não ser casada.»

Se tivessem ficado caladinhos faziam melhor figura...

Notícia do Público de Quarta-feira, 20 Agosto.

Ó pra elas...

Não estão mesmo muito queridas?

(foto "furtada" aqui)



(Ó Gayja! O que fizeram de ti?! Tu não eras nada disto! Pró que te havia de dar! Enfim...)

Comparando situações

- Não percebo como as pessoas conseguem ir de férias e abandonar os cães...

-Eu não me admiro. Então tu não sabes daqueles casos em França de pessoas que enchem os carros com a família e fazem-se à estrada em direcção a sul. Pelo caminho param numa bomba de gasolina, a avó vai à casa de banho e eles arrancam sem ela!

- Ó! Isso é porque se esquecem ou então só para pregar o susto à velha...

- Nada disso! Depois não voltam para trás!

- Então como ficam?

- As velhas quando se apercebem andam por ali na bomba até que alguém as aborda. Depois acabam por chamar a polícia e praí dali a 2 dias localizam a família e levam-na lá.

- Entretanto já tiveram 2 dias de descanso sem a sogra! Bem pensado!

- Exacto!

- É pá... Mas isso eu percebo... Percebo que as pessoas abandonem as sogras.... Mas os cãezinhos? Que culpa têm eles...?

Querer e não poder

Precisava oferecer um cão!
Felizmente procurava um cão adulto portanto a melhor opção era um cão adoptado.
Fui a casa de quem os abrigava.
No meio de 500 mil cães (a minha namorada diz que eu sou super exagerada, porque será?) estava uma cadela que logo me saltou para as pernas e todo o tempo que lá estive "meteu-se" comigo. Às vezes fixava-me e parecia mesmo que dizia «leva-me contigo».

O cão para ser oferecido não foi logo escolhido e fomos ver outros.
Uma outra cadela de outro sítio foi escolhida para a adopção.

Já lá vão 5 dias e não consigo parar de pensar na primeira cadela...
Safada! Conquistou-me!

Mas não posso trazê-la para casa...
Acho que vou ficar a matutar nisto os próximos tempos.


(Este blog vai passar por uma fase muito estúpida até Novembro. Há uma grande probabilidade de mais posts tontos como este virem a ser publicados. Por favor, nem sequer tentem perceber.)