Dilema de "betinha"

Comprei uma camisa (não, não é nada butch. Mas e se fosse, algum problema? Ai, ai, ai...).
Tirei a etiqueta, usei-a e no final do dia apercebi-me que tinha um defeito numa das mangas (uma coisinha de nada mas eu sou tótil "piquínhas" com as coisas que compro).

Peguei no talão de compra e dirigi-me à loja. Entrei e expliquei o sucedido a um empregado que já vou conhecendo (sim, sou do género de fazer compras quase sempre no mesmo sítio...tenho pouca paciência para andar de loja em loja à procura de roupa por isso vou sempre às mesmas), empregado esse que imediatamente foi buscar outra camisa para me dar e disse que o colega dele trataria do assunto.
O colega perguntou-me se a tinha usado. Eu disse que sim. Ele começou a dizer que sendo assim não podia trocar ao que lhe respondi que se tivesse simplesmente chegado a casa e guardado a camisa no armário nunca teria detectado o defeito... (dããããã...)
Foi aí que ele disse:

- Sendo já usada nós não podemos trocar porque não podemos agora pô-la à venda novamente.

Ora bem, se eu estou a querer tocar por ter um defeito, tem alguma lógica que a camisa seja posta novamente à venda??

Entregou-me outra camisa e logo ali à minha frente eu vi-o a colocar na camisa que tinha acabado de devolver, que tinha defeito, que eu tinha usado e que não tinha lavado um daqueles dispositivos de plástico que tem a roupa que está à venda!

Se calhar ainda sou muito ingénua (ou snob), mas se uma situação destas se passasse na Zara ou uma loja desse género eu não ficaria tão chocada. Mas não era o caso!!
E agora onde é que vou fazer as minhas compras?

"Gap" geracional

A grande vantagem de ter uma namorada mais velha um ou dois (ou três ou quatro ou... ;p) anos e que é infinitamente mais culta que eu é que tenho a oportunidade de descobrir que a Jennifer Beals...

ok, vamos fazer uma breve pausa para admirar...


dizia eu, que a Jennifer Beals não "nasceu" no Lword e que aquelas imagens de um filme com uma miúda a dançar à frente de um júri correspondiam ao filme "Flashdance" com a actriz em causa.




Aparentemente, depois deste filme dizia-se que a carreira dela ia "saltar" mas não foi esse o sucedido. Como já tod@s sabem, esta actriz teve o enorme azar de acabar como personagem lésbica na série Lword.

Azar por acabar a fazer de lésbica? Nããããooo... (essa foi provavelmente a maior sorte da vida dela :p)
O azar foi calhar-lhe a "pãozinho sem sal" da Tina e a nada interessante artista surda-muda.
É que em 5 séries ela só se safou lá com a carpinteira (era carpinteira não era?) e com uma cena entre ela e a Alice na ópera a fazer malandrices!!
Todas as outras actrizes tiveram a sorte de andar a "córtir" com actrizes assim mais, como hei-de dizer, "BOAS" e a Jennifer Beals acabou por ser a mais prejudicada.
Coitadinha da moça... Podia ter tido uma carreira tão "brilhante"... :p

As relações e essas coisas

Em conversa com a minha namorada descobri que temos entendimentos opostos em relação ao que é ou não é permitido fazer quando duas pessoas se amam.

A melhor maneira de explicar a discussão (calma, mas discussão no melhor sentido da coisa! Apenas uma troca de ideias sem gritos nem pratos pelo ar) é através de um exemplo:

imaginem que amam uma pessoa e que com ela têm uma vida em comum. Imaginem agora que essa pessoa tinha um problema qualquer como um hábito, vício ou uma dependência que a prejudicava (por exemplo, que era alcoólica). A minha questão é: até onde o amor justifica que interfiram na liberdade dessa pessoa?

Não, não se passou nada sequer semelhante lá por casa. ;p

Mas a discussão surgiu e eu entendo que quando se ama alguém não é possível ficar parado enquanto se vê a pessoa que se ama a dar cabo de si e o amor legitima qualquer intervenção mesmo contra a vontade da própria (por exemplo, chegar mesmo a arrancar-lhe uma garrafa da mão). Quem adopte uma posição passiva é porque não ama de facto.

Por outro lado, a minha namorada acha que o amor não é justificação para limitação da liberdade ou imposição de condutas a outrém. Assim, no exemplo utilizado, não é o facto de amar a pessoa que se destrói que dá direito a que se interfira ou se limite as suas escolhas conscientes e livres. E se não se é capaz de ficar a assistir à outra pessoa a exercer a sua liberdade de um modo que julgamos negativo apenas resta a hipótese de afastamento.

Reconheço que a minha namorada também tem alguma razão...

Mas qual é a opinião de quem passa por aqui?

De 0 a -1

Ontem, pela primeira vez, fiz algo que nunca julguei vir a fazer: entrei num espaço onde pretendia beber um copo e saí por nesse espaço se encontrar alguém com quem não pretendo cruzar-me nunca mais.

Se me dissessem há uns tempos atrás que faria algo assim, diria que estavam doidos. Nunca tive nenhum problema com ninguém, nunca me chateei com ninguém (nem mesmo na escola naquela fase da pré-adolescência em que as raparigas passavam a vida a zangar-se umas com as outras), nunca sequer me zanguei ou discuti com quem quer que fosse (acho que o meu irmão e os meus pais não contam :p).
Como sou bastante pacífica, gosto é que me deixem em paz.
Só isso. Quase poderia afirmar que o meu dia-a-dia é orientado por esse princípio.
E tive a sorte de até esta idade nunca ter tido ninguém a chatear-me (não sei se foi sorte ou foi recompensa por também nunca ter chateado nem me ter metido na vida de outrém).

Dizia eu, se me dissessem há um mês atrás que eu faria algo assim, diria que estavam doidos e que não me conheciam.
Contudo, isso aconteceu. E não foi nada forçado, não foi sequer reflectido. Foi a mais pura das reacções espontâneas.

Existe neste momento uma pessoa que não quero ver, com quem não quero falar e agradeço até que não me recordem que a conheço.
Porquê? Porque a pessoa em causa me insultou e insultou a minha namorada.
Porquê? Simplesmente porque é adepta de uma mundividência na qual "os outros" são responsáveis pelos seus problemas (típico... todos sabem que é muito mais fácil culpar terceiros quando não estamos bem. Mas ir buscar terceiros que são mesmo absolutamente alheios a tudo... é rebuscado...).

Se estou a fazer-me de vítima? Não preciso. "Segurar touros pelos cornos" é a minha especialidade.

Mas tenho muito bem estabelecidos os meus limites. Há linhas, fronteiras na minha vida que não admito que atravessem.
Além disso, tenho muito pouca paciência para exageros, dramas irracionais e autênticas novelas mexicanas.
Por esta razão não dou azo a quem me provoca nesse sentido. Aparentemente, a minha mensagem silenciosa não foi suficientemente clara.

Sempre me disseram, "não se ama alguém que não ouve a mesma canção".
Eu sabia que tinham razão mas achava que não seria totalmente verdade.
Descobri não só que é totalmente verdade como também que quem arrisca e vai a concertos de música que não é a sua habilita-se a ser perseguido pelo "matraquear" desse som muito além do razoável (ou admissível).

Tenho uma paciência que estica até onde a maioria não chega. Mas não é ilimitada. O limite está no respeito. E se há certas quebras que posso eventualmente perdoar a quem me é próximo, não haja a menor dúvida que não admito uma única quebra a quem nada me diz.

Nunca risquei ninguém da lista de pessoas que me rodeiam. É no mínimo curioso que a primeira vez que o faça seja com alguém que já nem está na minha vida.

Como me sinto?
Imaginem estarem tranquilos em casa, com tudo a correr bem tanto amorosa como profissionalmente e de repente aparecer alguém que está já excluído da vossa vida há algum tempo e que num dia se declara, no dia seguinte insulta a pessoa que amam, no outro dia insulta-vos directamente e finalmente vem pedir contas, tudo isto sem nunca lhe terem dado qualquer tipo de resposta.

Eu disse "curioso"? Perdoem-me. Queria dizer ridículo!

Pelo exposto, sim, eu entrei num espaço onde pretendia beber um copo e saí por nesse espaço se encontrar alguém com quem não pretendo cruzar-me nunca mais.
Estou numa fase da vida em que não posso dar-me ao luxo de perder tempo com inutilidades e não posso incomodar-me (ainda que quisesse).
Como não sou de "falsas cerimónias", "sorrisos amarelos" e não possuo a capacidade de ser dissimulada, opto por evitar situações em que possa vir a ser desagradável (ainda que da outra parte não tenha nunca havido qualquer tipo de cuidado semelhante).

Posto isto, inaugura-se uma nova escala de pessoas na minha vida: a partir de agora não existem apenas as pessoas "+1" ou as pessoas "0", existem também as pessoas "-1".





Apenas para que não pairem dúvidas:
.Será este post uma indirecta?
Dificilmente seria mais directa do que isto.
.Será este post um recado?
Não cometam a imprudência de confundir desabafo com carta aberta.

Acordar é sempre uma aventura

O despertador toca. Sinto os braços que me envolvem. Ela desperta e ainda com a voz arrastada pelo sono:

«Amooooooooor... Desliga a televisão...»


lol lol lol

Nada melhor para começar o dia do que a namorada a fazer-nos rir.


(Nota: por razões políticas relacionadas com a taxa de natalidade nacional somos já há algum tempo adeptas da teoria de que nunca se deve ter televisão no quarto ;p)

A propósito dos MMS gratuitos

«Lolol..inda n parei d rir! Ta mt boa! Imagino s teu blogue tivess fotos..era o delirio!!»


Ora aí está algo que tenho de começar a ponderar... Isto por aqui está muito monótono só com textos...

Depressão domingueira

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...

Domingo...



Vá lá que pelo menos hoje esteve sol...


(E está já empiricamente comprovado: não consigo sair à noite e descontrair. Sinto todo o meu corpo preso pelas cordas do peso na consciência por não estar a estudar...)

O melhor piropo dos últimos tempos


«Tu és tão inteligente, és tão bonita e o teu corpo é tão perfeito que se eu fosse tua ex-namorada atirava-me da ponte abaixo»



;P

Desabafo

(Este post não é indicado para menores de 18 ou pessoas mais sensíveis, nomeadamente que não habitem ou não tenham contacto frequente com o povo do norte do país.)



Foda-se, caralho!!
Estou farta de ter sempre montes de merdas para estudar e passar-me dos cornos de cada vez que penso nos calhamaços que ainda tenho de marrar em tão pouco tempo!!
Porque é que eu não posso simplesmente chegar ao fim-de-semana e desligar do trabalho como a maioria das pessoas? Porque é que não posso sair à noite e curtir como se não houvesse amanhã sem ter de pensar que no dia seguinte tenho de me levantar cedo e preciso da cabeça fresca para estudar?!
E tudo isto para quê? Para ter apenas uma probabilidade de conseguir o que quero!!
Isso mesmo, nada mais: apenas uma probabilidade!!
Puta que pariu esta vida!!

Promessas a pagar (2?)

Cara Mente Assumida,

Já comprovou a sua seriedade e não duvido que seja uma mulher de palavra pelo que se impõe a seguinte questão:

quanto mais terei de esperar pelo "café" que me prometeu?

Não se acanhe agora... Vai ver que eu não mordo. ;)
Beijinhos,

Gayja

Entalado na garganta

Se há coisa que me deixa fora de mim e a "remoer" por um par de dias é o facto de haver quem considere mais atendível o argumento de quem faz apenas uma coisa e quer ficar a dormir de manhã do que o argumento de quem faz várias ao mesmo tempo e quer dar tudo por tudo para conciliar horários de forma a que não haja sobreposição!

É um insulto!

E depois eu é que faço figura de "vaca"!

Não é nada pessoal, mas vão trabalhar, coirões de merda!
Fogo!

Qual é a piada de ter um blog se não posso escrever aqui tudo o que tenho passado e as voltas que a minha vida tem dado ultimamente sob pena de me expor em excesso?

Não tarda nada a Gayja muda-se de "casa"...

Se tudo correr bem, até nem faltará muito!!

O blog a morrer lentamente

Isto de ter andado muito na luta com o meu irmão e os meus primos havia de me servir para alguma coisa...

Ideia daqui.

Feeling

Ou muito me engano, ou os livros que li este Verão a propósito da discussão jurídica sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda vão ser muito mais úteis do que alguma vez julguei...

Posso estar enganada, mas tenho aqui um feeling... ;)
Este blog está pela hora da morte! La la la la la la!
Sobrevivi!!










E a música por aqui agora está um bocado fora do que é usual apenas porque me disseram que é música de miúda com a mania que é fx e achei que era adequado. ;)
Vinha aqui fazer uma "posta" qualquer mas depois lembrei-me que amanhã entro às 10h e saio às 20h com direito apenas a uma hora para almoço...
Vou "mazé" dormir que isto de andar em bloguices não é vida!!

Going nuts? Not yet...

Apetece-me mandar todos à merda!

Não é justo!!

Que foda!!

Eu tinha a minha vida planeada há mais de um ano!
Tudo planeado ao mais pequeno pormenor. Inscrevia-me nisto, inscrevia-me naquilo, estudava isto, estudava aquilo, trabalhava aqui, trabalhava ali... O tempo sempre muito bem contado para que não houvesse sobreposição de momentos críticos.
A loucura do ritmo foi merecidamente gozada por um amigo que me dizia ironicamente:

- Tão pouca coisa... Tens a certeza que não te queres meter também num curso de culinária?

Trabalhos, exames, aulas e ainda me sobrava tempo para me divertir de vez em quando!
Agora, de repente, de um momento para o outro e sem que nada o fizesse prever, lixaram-me.
Resultado: frustração total de expectativas.

A única solução a partir de agora é não desperdiçar tempo com coisas que não interessam para nada.
É o tudo ou nada. E começa hoje.

Por isso não se admirem se este blog começar a ser deprimente ou exageradamente dramático.



(P.S.: só para terem noção da gravidade da situação, até os meus pais vão aproveitar o tempo livre para fazerem resumos para mim...)

Estranho

é meter a mão no bolso traseiro das calças de ganga e de lá retirar cartões de apresentação profissional dos nossos amigos de festas e loucuras dos tempos da Universidade!



(Estou a levar esta coisa de ficar velha demasiado a sério...)

Conselhos de amiga que "sabe das coisas"


- Está toda a gente maluca. Tudo a entrar em pânico. Não vale a pena... Estou sempre a dizer-lhes para terem calma... Que não vale a pena stressar, que agora temos é de aproveitar o tempo que ainda temos para estudar...


- Não! Não faças isso!! Deixa-os stressar! Quantos menos forem, melhor! Quando começarem a entrar em pânico tens é de incentivar e dizer que o melhor é desistir porque já não vai dar!

- É pá... Isso é indecente... E perfeito!!



Se virem alguém dentro de uma sala aos gritos, sou eu a tentar espalhar o pânico!! Muhahahahahaha!