Jornalismo no seu melhor (e não só)

Há por aí um jornal que apresenta uma notícia que diz o seguinte: "Gay executa namorado a tiro por ciúmes". E depois continua: "O namoro homossexual estava minado por ciúmes. Um dos gays receava que o seu amante o trocasse por outro homem e decidiu assassiná-lo a tiro."

Isto até tem uma certa graça!
É que ainda esta semana li uma notícia no mesmo jornal que dizia: "Hetero executa namorada a tiro por ciúmes". E depois continuava: "O namoro heterossexual estava minado por ciúmes. Um dos heteros receava que a sua amante o trocasse por outro homem e decidiu assassiná-la a tiro."

Ah...
Esperem lá...
Não...
Agora que penso melhor, eu não li nada disso...
Estranho... Porque será...?


E depois a outra catita, a Rita, escreve numa crónica do Público que somos um grupo que se auto-discrimina.
Tem razão, sim senhora!
Por acaso até fui eu que liguei lá para o jornal e disse "vejam lá se fazem uma cena bem homofóbica e ridícula (pleonasmo propositado) porque eu depois quero vitimizar-me para poder casar!".

Comékié?

- Sabias que este gajo, o Slimmy, é de Rio Tinto?

- Sério? Por acaso, Slimmy... Vê-se mesmo que és de Rio Tinto... Tens Rio Tinto escrito na testa... Se te disserem o contrário, não acredites.

- O quê? Tinto Rio?

- Não existes...

(...)

- Tu vais para o inferno!


- Achas...?

- Acho!

- Ainda bem... É que eu tenciono ficar contigo para toda a eternidade...

(...)

- Amanhã vais cortar o cabelo.

- Não, não vou.

- Então nunca mais cá venho.

- Não faças promessas que não podes cumprir. É que iludes-me, eu fico toda contente e depois tu apareces-me aqui de novo!

- Que graça!

-Toma! Esta foi resposta à do inferno!

Problema resolvido

Afinal, levar esta vida de cão (repito: não a vida do meu cão, certamente) até tem as suas vantagens.

Por exemplo: se eu tivesse tempo livre, neste momento estaria a debater-me com um enorme dilema: ir à Lesboa ou ir ao jantar blogger.
Como não posso sequer pensar ir a um ou a outro, problema resolvido!
Weeeeeeeeeeeeeee!

A propósito da escolha do Rangel

A primeira reacção foi: hã? E quem têm eles para o substituir? Depois achei que isso seria algo com que os meninos do PSD se deveriam preocupar e não eu.

A fase seguinte foi: e agora? será que voto nele? Não tenho a menor dúvida que ele está muito bem qualificado (melhor que o Vital, sem dúvida). Mas isso seria votar na direita. Hum... Só uma vez não há-de fazer mal...

Por fim conclui: estaria a votar nele e não no partido. Mas será que ele merece o meu voto? Consciência, que me dizes? "Estás louca? Já te esqueceste do que fez? Queres maior demonstração de falta de respeito pelos outros, falta de honestidade e incapacidade para a sinceridade?" Ah! Pois... Estava a esquecer-me...
Teria de rastejar muito para conseguir o meu voto...


Como se não bastasse, ainda li aqui isto...

Buga?

Boas notícias para animar o dia (que isto hoje está muito mau...):

E reparem bem naquele pequeno pormenor que, para pessoas como eu, faz toda a diferença: entrada livre!
Mais aqui.



Obrigada pela dica.


PS: O cartaz está muito giro!
Sinto-me capaz de matar alguém só com o olhar.

socorro...

Primeiro, devia fazer um pagamento de 120€ e só passado mais de uma semana me apercebo que tinha feito um pagamento de 1,20€...

Depois, ligo à minha namorada a saber se ela já está em casa e ela responde-me que há pouco mais de duas horas me tinha telefonado a dizer que tinha chegado a casa (e eu não consigo lembrar-me)...

Hoje de manhã faço um telefonema. Vai para o fax. "Bolas", penso. Volto a tentar. Fax novamente. Decido tentar passado meia-hora. Vai para o fax. Vejo melhor... Claro, estava a ligar para o número... do fax...

Quantas mais provas serão necessárias para considerar que estou mesmo a ficar maluca...?

Fucking Åmål


Finalmente vi este filme! Muito bom (mesmo!).
E ainda deu para matar saudades do som daquela língua (sueco)...



(estou viciada nesta música)

Quando for grande quero ser amiga da Inês Pedrosa.


Mfp?


- Adivinha. Tenho uma...


- ...

- ...

- ...

- Uma mfp!

- Hã?!?

- Uma mfp!

- Hã?!? Que é isso?

- Ó! Uma mfp? Puxa pela cabeça...

- Hum... Sei lá...

- Pensa...

- Uma mfp...

- Sim...

- Já sei!

- Estás a ver, era fácil!

- Uma Maravilhosa e Fantástica Parceira!

- ... Tu deixas-me sem palavras.


(Mfp = máquina de fazer pão)

(morangada)

Lembram-se daquela cena da Beatriz e da Madalena?
Esqueçam!
Fixe, fixe era a professora Eunice com a Carolina! Isso é que era!

"dai-me paciência..."

Anda tudo louco com uma britânica que cantou lindamente num concurso daqueles para caçar talentos.

E anda tudo louco porquê?

Porque ela não é jovem, com longos cabelos, alta e magrinha, não tem olhos azuis, não tem os dentes como teclas de piano, não veste roupa da moda...

Percebem?
Como ela não possui nenhuma destas características, é surpreendente que saiba cantar bem!
Porque se ela correspondesse àquele estereótipo, seria normal que tivesse uma voz brilhante, todos estaríamos à espera que assim fosse.
Mas não!
Ela é uma campónia e consegue ser tão boa quanto nós, os iluminados, os detentores de toda a beleza e talento!
Quão fantástico, maravilhoso e surpreendente é isto?
É um milagre!


Afinal as pessoas normais e que não dão nas vistas também conseguem ser boas em qualquer coisa e ter talento!
É a revelação do século!
Uau!



(que nojo de mundo...)

Comékié?

- Toma lá um bocadinho de Kit Kat.

- Não quero, obrigada... Podes comer todo.

- Tu estás a recusar chocolate? Puseram aqui um clone! Vá, come este bocadinho.

- Não quero, não me apetece. Já comi meio ovo kinder esta tarde.

- Ó, mas isso já foi há muito tempo. Vá lá, come este pedacinho...

- Não quero.

- Anda lá, come...

- Não! Não quero!

- É só um pedaço pequenino...

- Não me apetece!

- Vá lá...

- Não quero!

- Ai! Que chata és!

- Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeu?


lol

"carta aberta"

A sério que não percebo qual é o problema da Senhora Professora Dr.ª Rita Lobo Xavier...



Ritinha,

sai do armário!!



Vais ver que até ficas como nova!

Todos ganhavam com isso!

Tu começavas por poupar todas essas energias e passavas a gastá-las a fazer o bem ao próximo (como manda a tua religião, ainda te lembras?)
Garanto-te, ficarias surpreendida com a sensação de bem-estar contigo própria que atingirias! Seria de tal forma que estou até quase certa que conseguirias arrancar as palas que anos e anos de educação e repressão criaram em torno da tua mente e que hoje te toldam a visão.
Quem sabe até talvez conseguisses centrar as tuas capacidades e conhecimentos num qualquer trabalho sério e desenvolvesses um estudo aprofundado de uma questão jurídica qualquer que esteja carente de atenção! Qualquer coisa jurídica, entendes?
Não o casamento entre pessoas do mesmo sexo... Ritinha, deixa-te disso. Até te fica mal!
Olha, pensa no que te digo... Até porque, se te deixasses destas coisas, paravas de proferir nas tuas aulas afirmações insultuosas para alguns dos teus alunos (ou acaso julgavas que só havia gays na Clássica de Lisboa?) e, quem sabe, talvez até passassem a ter-te um bocadinho mais em consideração!
Minha querida Ritinha, sei que não és mal intencionada, apenas mal direccionada! Escuta os meus conselhos e verás como a tua vida passará a ser.................... das cores do arco-íris!!
Bom, não tomo mais o teu tempo. Já sabes que podes contar comigo porque, ao contrário desses que te rodeiam, eu gostarei sempre de ti, tal e qual como és.

Fica bem, Ritinha. E coragem! Vais ver que consegues ser feliz!
Eu acredito em ti!!

(nostalgia)

Hierarquias e outras chatices

Reconheci para mim própria (assumi!), há cerca de uma semana, que tenho imensa dificuldade em lidar com hierarquias.

E analisando o meu percurso até hoje, esta conclusão em nada surpreende.
Desde cedo (demasiado cedo?) fiz frente aos meus pais. Nunca aceitei uma decisão fundamentada no "porque nós somos teus pais". Tudo tinha de ser devidamente ponderado e a minha opinião tinha de ser levada em conta em pé de igualdade com a deles. Desde muito cedo discordamos no meu modo de vida o que levou a variadíssimas discussões que terminavam, frequentemente (e este seria apenas o modo mais calmo de terminar as discussões), comigo a responder "pronto, tu achas que é assim mas eu não acho!".

Já na faculdade, a praxe metia-me nojo. Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que vi aquela palermice. Seríamos à volta de 100 alunos na fila para a cantina, à hora do almoço. O que seria lógico? Estarmos todos a conversar e a conhecer-nos, certo? Não. Para aquela cambada de atrasados mentais, o lógico era estarem todos de olhos postos no chão, em silêncio. Como eu considerava essa postura sinónimo de subserviência, recusei-me a olhar para o chão e lá continuei na fila à espera para comer. Olhava aquela cambada... Tratavam-se por "doutores". Mas o que eram eles? Estudantes universitários como eu! Só que eu ainda não tinha chumbado a nada e eles provavelmente já. Surgiu uma veterana. Pensei eu "se já és veterana, já tinhas idade para ter juízo e não andar nesta palhaçada...".

- Caloira, olhos no chão!
- Hã?
- Olhos no chão, caloira.
- Não vou olhar para o chão.
- Caloira, olhos no chão.
- Já disse que não.

A gaja ficou uma fera...

- Caloira, tira todas essas pulseiras e colares.
- Não tiro.
- Caloira, pulseiras e colares fora, já!
- Não!

E assim foi que me declarei anti-praxe. Depois lá veio outra veterana, que me tinha ajudado no primeiro dia e me reconheceu, convencer-me a pelo menos experimentar a praxe. Foi a maior burrice que fiz na minha vida: dar-lhe ouvidos.
Bem, mas a ideia era falar de hierarquias.
Pois... aquela comigo também não funcionou.

Também as hierarquias na família alargada me fazem alguma comichão.
Acho a coisa mais idiota alguns dos meus tios e primos afastados, que estão muito menos habilitados a discursar sobre certos assuntos do que eu, acharem que as suas opiniões ou bitaites são mais válidos apenas porque são mais velhos.
E enerva-me profundamente a mania que têm de pôr os meus primos mais novos a comer em mesas separadas. Não cabem todos na mesa principal, apertem-se! Acaso os mais novos são menos que os outros? Porque não ficam outros em mesas separadas? Presume-se logo à partida que, se alguém tem de ficar de lado, que sejam os mais novos? Que raio de mentalidade é esta?

Não quero com isto dizer que não trato as pessoas com as devidas vénias. Claro que o faço. Mas por razões de respeito e reconhecimento que eu estabeleço para mim própria e não por hierarquias externamente impostas.

Ultimamente tenho pensado muito neste meu "problema" pois estou cada vez mais consciente que a nível laboral poderei vir a ser integrada numa hierarquia.
E, se assim for, será que me vou controlar?
(Não sei onde pus o certificado do curso que tem a média final... ups...)

Prenda de aniversário atrasada

Directamente para o outro lado do oceano:

E para terminar em beleza:



(Amorzinho, não foi por mim, foi para o meu priiiiiiiiimo! Foi por ele, juroooooooo! Eu até nem queria pôr a boa, digo, a Lohan neste blog!)

Haja brio, caraças!

Ando há alguns dias a querer escrever sobre a falta de brio e profissionalismo com que se enfrentam certos desafios profissionais ou meramente lúdicos.
A única razão porque este post ainda não tinha sido publicado era o medo de reacções menos positivas.
Mas depois pensei "ora bolas, se nem no meu blog digo o que penso, onde o direi então?".

Por isso, cá vai.

Neste país tudo é feito às três pancadas sob pretexto de um terrível lema segundo o qual "o que interessa é ficar feito".

E R R A D O !

O que interessa é ficar bem feito! Porque se for para "desenrascar", mais vale não fazer!
Haja vergonha!

Encontra-se essa mentalidade na faculdade. Quem é que nunca ouviu, numa altura de desalento por uma nota baixa que não correspondia ao esforço empregue, o consolo de um colega que dizia "deixa lá... o que interessa é que está feita!".

E R R A D O !

Antes chumbar do que passar com 10! Pelo menos um chumbo corresponde à oportunidade de no próximo semestre fazer muito melhor e passar com uma nota alta. Um 10 é um "nim". Um 10 é uma maneira simpática que o professor tem de dizer "sabes o mínimo para te desenrascares, agora desaparece da minha frente". É preferível o professor pensar "toma lá um 8 porque vê-se que não puseste os pés nas aulas nem estudaste nada" e no semestre seguinte o aluno mostrar o seu valor.

Também nos diversos locais de trabalho se encontra esta mentalidade. No Sábado, uma amiga contava-me como tinha estado horas a fio a fazer um trabalho e falava sobre o tempo que tinha gastado com os cuidados na formatação apenas para, posteriormente, a sua superior hierárquica, que abriu o trabalho com outro programa o que fez com que este ficasse bastante alterado, desvalorizar completamente esse brio e querer levar para impressão um trabalho final cuja formatação era ridícula. Aparentemente, para essa superior hierárquica, o que interessava era que estivesse feito...

Na semana passada também assisti a outra demonstração de falta de profissionalismo e brio. Um grupo de pessoas propos-se apresentar um projecto que, do meu ponto de vista, era até bastante interessante. Acreditei mesmo que tal apresentação iria ser cativante pois jogava a seu favor o facto de o produto apresentado ser bom. Contudo, no final só pensava "mas isto é coisa que se apresente?". A apresentação foi, nitidamente, encarada com um espírito de "desenrasca". "Descontraída!", dir-me-ão. Ao que responderei: não me parece que descontraído tenha de ser sinónimo de falta de preparação e brio. Preparação e brio esses que evitariam a passagem para o público da imagem de quem "não sabe muito bem o que está ali a fazer ou o que há-de dizer" quando o que se pretende é cativar.

Estes são apenas os exemplo que consigo recordar neste momento.
E os exemplos que se referem a outros (ha! achavam que eu vinha para aqui expor os meus podres?).
Pode parecer coisa pouca, mas creio que é mesmo algo que afecta bastante a qualidade do que é feito em Portugal e impede que certas ideias/projectos tenham o sucesso que deveriam/poderiam ter.

Serviço público

Este ano tive a sorte de ser presenteada com dois ovos de chocolate: um da Arcádia de chocolate preto e um Kinder Gransurpresa.

Reparem na diferença de espessura:


Conclusão: próximo ano, que se lixe o papel de embrulho bonitinho e o brinquedinho do Tom and Jerry! A malta quer é chocolate!


(Eu devia ser paga por isto...)