Enquanto aqueles filhos da &%7@ jogam ao "faz de conta"...

«Pois é. O nada prioritário tema do casamento das pessoas do mesmo sexo está em debate na sociedade portuguesa desde as legislativas de 2005, foi focado nas presidenciais de 2006 e é periodicamente tema de colunas de opinião. Causa discussão acesa no partido da maioria. Mas não mereceu até hoje um único grande debate no horário nobre das TV portuguesas. Nem o Prós e Contras, do canal público, lhe pegou. Se não é prioritário não dá debate, se não é debatido não se torna prioritário. Podia ser a lógica da batata, mas é mesmo a da fobia. Tão fóbica e pouco lógica que, mesmo "sem ampla discussão", 42% dos portugueses - segundo sondagem da Católica - já são a favor do casamento das pessoas do mesmo sexo. Não é ainda a maioria, não; é só grande parte do eleitorado do PS. Oooops


Via Scone@holics.


Por aqui, continua-se à espera de um milagre.


Para ver em directo: aqui.

Ainda a tentar preparar-me para o dia de amanhã

- E eu preciso da tua autorização para curtir com uma miúda?

- Claro! A primeira coisa que fazias era pegar no telemóvel e ligar-me. Dizias «Está aqui uma miúda e tal...» e eu perguntava-te «Mas é gira?». E tu «É toda boa!». Eu perguntava-te «E de cara também é bonitinha?» ao que respondias «É linda!». Então eu perguntava «E já falaste com ela? Como é?» e tu «É burra como uma porta!» e aí eu dizia «Ok! Podes curtir com ela!».

- Então se for burra não há problema?

- Exactamente.

- Mas essa regra não se aplica a ti! É que se vamos alargar o leque para as burras, isso passa a abranger a Rita Lobo Xavier e eu já sei como tu és!



Vejam o Público de hoje.

Não para lerem o que diz a senhora acima mencionada (que, num texto que tresanda a mofo, diz coisas como «Os pares do mesmo sexo representam opções insusceptíveis de serem convertidas em modelos para uma sociedade», ou «A família humana forma-se a partir do género sexual que lhe dá vida, não é possível constituir família com um género indiferenciado.» que demonstram apenas que a senhora Professora, de facto, não faz a mínima ideia do que está a falar ),

nem para lerem o que diz Jorge Miranda num discurso tipicamente utilizado por juristas quando sabem que legal e objectivamente não têm razão mas fazem uso de todas as suas habilidades de retórica para convencer outrém daquilo que vai de encontro à sua própria escala de valores,

mas para lerem o que, sob o título «Casamento entre pessoas do mesmo sexo: os falsos argumentos» escreve Isabel Moreira.


Deixo-vos uma pequena amostra:

«Uma vez que a Constituição portuguesa impõe a revogação das normas do Código Civil nos termos das quais duas pessoas do mesmo sexo não podem contrair casamento e, se o fizerem, é o mesmo tido por inexistente, o PS não pode deixar de cumprir a Constituição sob o falso argumento que não tem mandato programático para tanto. Isto porque o tem. E porque, mesmo que o não tivesse, a Constituição, e particularmente os direitos fundamentais, tem de ser cumprida independentemente do que os programas de governo ofereçam aos seus leitores.
A proposta de se submeter a questão a referendo não pode ser, por seu turno, levada a sério. Os direitos fundamentais não se referendam. A Constituição já impõe o acesso dos homossexuais ao casamento civil, pelo que nada há a referendar. Por aqui também deveria ficar arrumada a falsa questão da liberdade de voto. Não há consciência, nem inteligência, a fazer de critério; há Direito a cumprir.

(...)

Assim, em face dos limites às restrições aos direitos fundamentais expressados no artigo 18.º da Constituição e do que se vem expondo, quais as razões fortes, excepcionais, constitucionalmente fundadas, para o legislador, perante um grupo significativo da sociedade, impedir o casamento a pessoas de sexo diferente? Certo é que as não há, ou há apenas razões falsas, como a pretensa vocação necessária para a procriação do casamento. É que nos termos da lei duas pessoas de sexo diferente, seja em que idade for, sem qualquer possibilidade de terem filhos podem casar; na realidade, podem casar-se, sem intenção mesmo de se relacionarem sexualmente, podendo mesmo uma delas estar na iminência da morte. Qual é então o fundamento constitucionalmente admissível, à luz da proibição de discriminação arbitrária contida no artigo 13.º em conjugação com o artigo 36.º, n.º 1, da Constituição na atribuição de um direito fundamental para não se conferir a titularidade do direito de contrair casamento a pessoas do mesmo sexo, quando o mesmo é conferido a pessoas de sexo diferente nas situações referidas? Chega de des(culpas) para não cumprir a Constituição. »

Palavra de ordem: casamento

Através do blog Azinhaga da Cidade, encontrei esta "pérola":

«O casamento não estava do programa eleitoral do PS? Eu cá lembro-me de lá ver qualquer coisa sobre o combate contra a homofobia e outras formas de discriminação...
A alteração à lei do divórcio estava no mesmo programa eleitoral? Não. Alterou-se a lei? Alterou.»

e esta:

«Para que não fiquem dúvidas: se eu fosse Deputada do PS à Assembleia da República, não aceitava a disciplina de voto numa questão que, por definição, implica liberdade de consciência, pois é de direitos humanos que se trata. Por isso votava a favor do projecto de lei do BE. Votava a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo e do seu direito a adoptar. Na profunda convicção de que, ao fazê-lo, agiria no respeito pelos valores do Socialismo europeu. Pelos valores inscritos na matriz do PS.»

Lindo!

Hoje, em vez de, como seria minha obrigação, passar o dia a dedicar-me única e exclusivamente ao trabalho que tenho de entregar no final deste mês, andei a "surfar" por blogues jurídicos.

Perdi a conta do número de blogs que corri "de fio a pavio" à procura da posição adoptada por cada jurista no que toca ao assunto do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Verifiquei 2 coisas.

Em primeiro lugar: ou não se pronunciavam sobre o assunto ou, os que o faziam, pronunciavam-se totalmente a favor.

Em segundo lugar: "atirando um número para o ar" diria que cerca de 80% dos juristas de pronunciavam a favor.


Mas amanhã temos "circo" garantido com actuação especial dos Senhores Deputados do PS.
Triste.
Triste.
Triste.

Os sinais

- Hei! Estás com mais cabelos brancos!

- Estou nada!

- Estás sim! Aqui atrás. E não é só um ou dois... Tens uma quantidade deles!

- Não são brancos! São loiros!

- São brancos! Eu mostro-te!

- Não, não, não! Aaauuu!!

- Estás a ver?

- Magoaste-me!! Deixa ver... São nada brancos! São loiros!! Eu estou a ficar burra, não estou a ficar velha!



De que adianta enganar-me a mim própria?
Já estou a ficar com sinais da idade... :(

"Siga a dança"!

Na próxima 6ª feira, dia 10 de Outubro, o Parlamento discute (às 10h) e vota (às 12h) projectos que estabelecem a igualdade no acesso ao casamento.

Esta questão diz respeito a todas as pessoas que se preocupam com os direitos fundamentais, com a cidadania e com a qualidade da nossa democracia.


Porque recusamos a discriminação, vamos manifestar-nos

PELA IGUALDADE!

6ª feira,10 de Outubro de 2008, frente à Assembleia da República.




É pá!
E como é que eu me "mando" para Lisboa assim numa Sexta de manhã?
Estou tramada...

Não esquecer!!

O que é uma flash mob? São multidões de pessoas, num sítio público, que realizam uma acção previamente combinada e que devem dispersar por completo após a realização do proposto.

Que devo fazer? Deves levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, deves escrever na folha em branco "Acesso ao Casamento Civil", e de seguida erguer a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, deves dispersar, como se nada tivesse acontecido.

E procura ser pontual. Está lá um pouco antes para que a flash mob tenha o impacto pretendido.

Deprimida

Sim, é mesmo isso.

Estou deprimida...

Como é possível que os deputados do meu país gozem comigo desta forma?

Só dá vontade de sair do armário e gritar bem alto:

Nós estamos aqui!!

Nós somos os vossos vizinhos!

Os vossos familiares!

Não somos os outros!

Somos todos e qualquer um!


Somos a vosso neta de quem têm tanto orgulho!

Somos a vossa sobrinha favorita e em quem tanto confiam!

Somos a vossa prima que tanto admiram!


Somos a vossa colega de trabalho com quem almoçam!


Somos a vossa colega de turma com quem tomam café!


Somos a vossa melhor aluna!


Somos a vossa estagiária que exibem!



Quando é que vão entender isto?!?

Toca a mexer!

Uma amiga sugeriu-me um e-mail com o seguinte teor:

«Exmo. Senhor(a) Deputado(a),

A causa que me leva a tomar a iniciativa de lhe enviar um e-mail é a perplexidade.

Tenho observado através dos diversos meios de comunicação social o debate que se gerou em torno da votação no próximo dia 10 de Outubro da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Não foi senão com espanto que tomei conhecimento da posição adoptada pela bancada socialista.

O direito à igualdade e o direito à não discriminação são direitos fundamentais, constitucionalmente consagrados, que não se prendem com razões de programa político, necessidade de debate público ou de consenso na maioria da sociedade portuguesa.
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo trata-se de um passo fundamental e urgente no combate contra a discriminação e a conivência do Estado com a presente situação, que legitima os mais diversos ataques aos cidadãos homossexuais, tem de terminar.

Por estas razões, venho por este meio apelar a que no próximo dia 10 tome uma opção pautada por razões de respeito pelos direitos fundamentais e opte por fazer justiça por todos aqueles que há já demasiados anos esperam pelo reconhecimento de um direito que lhes pertence.

Melhores cumprimentos,»

A enviar para os e-mails que se encontram aqui.


E o que eu gostava mesmo?
Era de ver os heterossexuais que me rodeiam a enviarem este e-mail... Isso é que era!
Vá lá... Não custa nada! ;)

De volta à carga! ou A esperança é a última a morrer!

Já toda a gente tem conhecimento da opção feita por aqueles #&"*/§t» (não vou escrever o que me apetece chamar-lhes porque senão ocupava o blogue todo com palavras "menos agradáveis") e a reacção só pode mesmo ser esta.

Felizmente, tem-se assistido nos últimos dias a um aumento da relevância atribuída pelos meios de comunicação social à questão da votação no dia 10 de Outubro.

A título de exemplo, veja-se aqui e aqui vídeos do flash mob que ocorreu no dia 2 deste mês, leia-se aqui e aqui uma pequena amostra das entrevistas que têm surgido e não deixem de passar por este e por este para saberem o que vai sendo feito!

Entretanto, numa troca de e-mails, disse-me um amigo do Canadá:
«I know how hard activism feels when the government stands so firmly against you but, internationally, the glbtq movement has gained a lot of ground, so your government will have a hard time facing up to human rights groups from other countries soon enough!»
Meu caro amigo... Era tão bom se assim fosse...

Eu não era assim...

Isto de amar e manter uma relação com uma pessoa tem muito que se lhe diga.

A minha mais recente descoberta ocorreu na Lesboa.

A minha namorada anda afogada em trabalho há algum tempo (na verdade, também eu devia estar mas estou a passar por uma fase de negligência e por isso deixo tudo para "a última") pelo que lhe tem sido totalmente impossível sair à noite. Mas eu preciso sair. Arejar um pouco.
E assim o fiz, na semana passada, por duas vezes. Correu tudo bem. Afinal, era só uma saída com amigos e depois voltava para casa onde tinha a minha namorada a dormir (ainda não fiz um post sobre como adoro ficar a vê-la dormir...) e eu só tinha de entrar sem fazer barulho, enfiar-me debaixo dos lençóis e abraçá-la.

Este Sábado, ia ser apenas mais uma noite em que eu saía e ela ficava em casa. Tudo ok. Ainda por cima, eu tinha carta de alforria!

Ora bolas...
De que me serviu a carta de alforria...?

Devia ter passado cerca de uma hora desde que tinha entrado no recinto da festa quando senti um aperto enorme. Um vazio. Nunca tinha sentido tal coisa. Muito menos num ambiente de festa e com boa companhia!

E tive de sair para lhe telefonar e ouvir a sua voz...


Eu sei... é estranho... não é?

5 de Outubro

Viva a República!

Momento raro neste blog

Às vezes o destino decide presentear-nos com surpresas. E quando aqui utilizo a palavra "surpresa", é no seu sentido de "prazer inesperado".
Graças aos blogs e através de uma sucessão de ligações e acontecimentos que não me apetece explicar neste momento, acabei a passar a noite de Sexta e de Sábado na companhia da prim'aNa e sua Senhora.

Resultado?

Não posso dizer porque iria parecer "graxa" (;p) mas deixo aqui registada apenas uma ideia: sabe mesmo bem e é, sem dúvida, um privilégio estar com duas pessoas com tanta energia positiva.

Lesboa?

Eu queria só dizer seis ou sete coisas a propósito da famosa festa a que, finalmente, tive o prazer de ir:

1. CLICHÉ! CLICHÉ! CLICHÉ! («ó Gayja, mas o que é que tu querias? Qual foi a parte de "Lesboa" que tu não percebeste?»)

2. Mas que se passa, minha gente? Para quê tanta gravata, coletes, calças com bolsos de lado, cabelos curtos? Têm medo de não serem identificadas como lésbicas? Quer dizer, no meio daquilo ainda corro o risco de acharem que sou hetero (e eu que até nem sou muito feminina)!

3. Por um lado, algumas meninas ainda cheiravam a leite. Por outro, andava lá um grupo de senhoras com idade para serem minhas avós! Não, isto não é uma crítica. Acho isso muito bom!

4. Da próxima vez tenho de falar com as senhoras da organização para colocarem no cartaz as palavras "vestuário indicado" ou "obrigatório". É que deve haver muita gente que não fala inglês e por isso não perceberam o significado de "dress code"... Então meninas? Custa assim tanto? Cortes!

5. Dava jeito algumas indicações estrategicamente colocadas... É que quem nunca lá foi não adivinha onde ficam as coisas...

6. Gente nova a embebedar-se? Vá lá que não vá. (Por exemplo, eu ainda tenho alguns créditos de "tristes figuras" para utilizar). Quarentonas bêbedas a deambular pelo recinto? Como diria a prim'aNa, já não é por alegria mas por "dor de corno" acumulada e não há pachorra para aquilo. Poupem-se.

7. Quanto à música, não é o meu estilo.

«É pá! Mas esta malta só sabe falar mal!»

Nada disso!
Gostei!
Foi giro!
Recomendo!



Post Scriptum - Desta vez já deu para conversar mais calmamente com as senhoras da viagemles e descobrir que, além de serem ambas muito queridas, há uma razão específica para o facto de a Dantins ser tão boa pessoa!! ;)

Quanta perspicácia!

Minha mãe, assim que me apanhou "a jeito":

- E então onde é que foste este fim-de-semana?

- A Lisboa.

- Foste a Lisboa ou à Lesboa?

- Foi a Lisboa à Lesboa.

Últimos preparos


- Vê lá, não vás para lá fazer-te às gajas!


- Não te preocupes. Já por isso é que não vou fazer a depilação.

- Isso não quer dizer nada!

- Quer sim, ora! Até posso não ser fiel, mas pudica sou sempre!!


(e a namorada caiu da cadeira de tanto rir)

Atenção!

Para os mais distraídos, não esquecer que é já hoje à tarde:

O que é uma flash mob? São multidões de pessoas, num sítio público, que realizam uma acção previamente combinada e que devem dispersar por completo após a realização do proposto.

Que devo fazer? Deves levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, deves escrever na folha em branco "Acesso ao Casamento Civil", e de seguida erguer a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, deves dispersar, como se nada tivesse acontecido.

E procura ser pontual. Está lá um pouco antes para que a flash mob tenha o impacto pretendido.

Ainda a propósito dos cidadãos de 2.ª

Em conversa com a namorada...

- E os colegas do trabalho que não foram convidados para o casamento, juntaram-se todos e ofereceram aquela máquina Nespresso.

- Estás a ver! É incrível! Quando um casal hetero se junta ou casa, toda a família, amigos e colegas contribuem com qualquer coisa e ajudam a "construir" aquela vida em conjunto. Quanto a nós... Qual dos nossos amigos nos vai oferecer uma varinha mágica ou um avental quando tivermos a nossa casa?

- Sim, não temos o apoio de ninguém. Temos de ser nós a construir tudo. Ninguém nos incentiva ou sequer ajuda a "construir" uma casa.

- E nem sequer podemos contar com presentes de casamento. Sei que pode parecer demasiado materialista, mas a realidade é esta: quando um casal celebra o casamento recebe presentes que ajudam o casal a "construir" a sua nova casa. Nós, na melhor das hipóteses, podemos contar com os nosso pais, quando eles lidam bem com a situação.

Herança

A namorada da Gayja entra na sala e vê a Gayja a choramingar.

- Que foi amor? Que se passa?

- Olha! Olha o que eu fiz!

E entrega-lhe um papel com algumas notas.

- Que é? São as coisas que tens para fazer amanhã? Tomaste nota, foi?

- Foi... (ainda lavada em lágrimas)

- Estou a ver... E quem é que costuma fazer isso?

- A minha mãããããeeeeeee..... (buááááá)

- A tua mãe também anota assim as coisas que tem de fazer no dia seguinte?

- Sim... E também deixa em cima da mesa da sala...

- Pronto, pronto. Deixa lá... De certeza que podias ter herdado outra coisa qualquer pior.

- Eu estou a ficar como a minha mãããããeeeee... Nããããoooo...

E a namorada da Gayja abraça-a e fica uns momentos a consolá-la.

Em bom português

Demasiado bom para controlar o impulso de copiar:




Faço minhas as suas palavras.

Finalmente?

A vantagem de não receber presentes de aniversário ou de natal, não gastar dinheiro estupidamente numa viagem de finalistas foleira, não ter recebido uma prenda de final de curso e ser uma filha fantástica (ok... esta parte é totalmente discutível ;p) é que agora junta-se tudo numa só e...

...

...

...

txarã!!



ÍNDIA!!




Ah! E esqueçam isto. Pode ficar para o próximo ano! ;)