A vida...

Podia estar aqui com um palavreado muito bonito e dizer que a vida vale a pena pelos campos verdes, pelo azul do céu, pelo sorriso de uma criança e lamechices desse género mas vou ser sincera:


a vida vale a pena pelo arroz de lampreia!!


Comékié?


- Porque é que deixas sempre isto aqui fora de sítio?


- Para saberes que sou eu! No dia em que não fizer isso, fui trocada! Os ETs levaram-me e deixaram um clone! Quando estiverem as coisas todas no sítio tu podes dizer "hei! devolvam-me a minha namorada!"

- Não! não!

- Heeeeeeiiiiiii!!

Já percebi!


Até nem gosto de estar a falar sem me ter informado devidamente, principalmente quando se trata de coisas da justiça.

Mas tenho cá para comigo que aquela história do assassino das 57 facadas em Vigo deve ter sido mais ou menos assim:

o gajo saiu de casa para curtir. Conheceu outro gajo num after, conversa puxa conversa, mi casa o tu casa e tal... Já em casa dele, mais um risquinho menos um risquinho e vai de ficar ali umas horas no bem bom! A certa altura, o gajo tem um flash e vê a imagem do cardeal Saraiva a dizer "a homoxexualidaaaade não é normal, ezz, ezz" e vai de desatar à facada em legítima defesa da heterossexualidade (foi o que o Papa lhe disse: defender a heterossexualidade como se defende as florestas), dos bons costumes e da moral religiosa católica!
É que assassinos, ainda vá que não vá, agora maricas... cruzes credo!

Ou me inscrevo num ginásio rapidamente ou em breve adoptarei um novo método de deslocação: rebolar.

Too bad to be true

Por vezes os olhos lêem mas a mente recusa-se a entender e a acreditar.

De onde me encontro neste momento, em pouco mais de uma hora me colocava numa cidade onde os membros de um júri, num julgamento penal, optaram pela absolvição de um homicida, que espetou 57 vezes uma faca no corpo de dois homossexuais, por considerarem que agiu em legítima defesa por ter medo de ser violado.

Continuo à espera do momento em que acordo e descubro que tudo não passou de um pesadelo parvo.


Via: Avenida Central

Como?!?

- O gajo não te disse nada porque tu podias querer concorrer e ele sabe que tu és muito melhor do que ele.


Uooooooooouuuuuuuu... Alguém me devolva o meu irmão verdadeiro! Ele foi trocado!!

Desilusões

Bem sei que existem pessoas interesseiras, pessoas pouco honestas, pessoas em quem não se pode confiar demasiado e por aí fora. Mas por qualquer razão, creio sempre que essas pessoas não estão à minha volta. Não porque eu tenha um qualquer poder especial que me ajuda a escolher os amigos ou até os meros colegas com quem tomo café ou fumo um cigarro. Simplesmente parto sempre do pressuposto de que as pessoas não têm razão nenhuma para agir de forma menos correcta.

Bem sei que estamos todos no mesmo barco, que as ofertas de emprego escasseiam, que em qualquer concurso para um lugar concorremos todos para o mesmo. Mas quando concorro para algo que outros amigos ou conhecidos com quem simpatizo concorrem, não sinto que estou a concorrer contra eles. Estou simplesmente a concorrer para o lugar e a dar o meu melhor. Mais nada.

Logo, quando falo com essas pessoas, não tenho qualquer problema em dizer que vou fazer "isto" ou "aquilo", ou que surgiu "esta" ou "aquela" oportunidade. Aliás, se tenho conhecimento de algo que pode interessar a pessoas amigas ou conhecidos próximos, informo-os ainda que dessa forma possam vir a concorrer comigo. Porque não o faria, sabendo que lhes interessa? Afinal desejo ou não desejo que tudo corra bem aos que me rodeiam? E se por acaso, no final, um desses passar à minha frente, qual é o problema? Ainda bem que conseguiu! Se eu não conseguir, conseguirei para a próxima ou conseguirei outra coisa qualquer.

Porque se assim não for, passaremos todos a estar em competição com todos. Que raio de colegas seremos, então? Daí a andarmos todos a dar facadas nas costas uns aos outros, é um passinho!

Posto isto, bem podem fazer de mim burra ou agir de forma pouco transparente que não será factor suficiente para eu deixar de continuar a ser totalmente honesta.

"Ha! Esses já sabem como a vida é e tu parece que ainda não sabes..."

Pois, não sei nem quero saber.
Não vou alterar a minha postura em função da dos outros.
Vou passar a ter mais cuidado e não me expor tanto para jogar segundo as mesmas regras que eles? Antes pelo contrário!
De mim continuarão a receber a maior transparência e assim estarei sempre em vantagem. Poderei ser espontânea, não terei de ter cuidados para não entrar em contradição e conseguirei dormir à noite sem peso na consciência. Por sua vez, essas pessoas sofrerão o peso constante da mentira, da ocultação e nunca poderão ter uma conversa totalmente franca sob pena de serem apanhados. Quem fica a perder, afinal?

Em relação às pessoas interesseiras (que nem se dão ao trabalho de disfarçar) o tratamento é outro (lembram-se daquela característica que tenho de considerar que quem passa uma certa linha "morre"?): atendo o telemóvel uma vez e não atendo, mesmo, nunca mais.


Não é um capricho.
É uma necessidade para salvaguardar a minha sanidade mental cuja falta começa a afectar o que me rodeia.

Só queria poder relaxar...


Mas não posso...

Momentos perfeitos 3


Momentos perfeitos 2

Momentos perfeitos 1

Dia de responder a desafios!

Não sou grande adepta deste tipo de cenas. Mas como hoje não me apetece estudar e qualquer desculpa serve, cá vai!

Ali no mEiA vOlTa pediram-me que enumerasse 6 características minhas. Primeiro pensei inventar aqui uma quantidade de tretas bonitas e pintar-me de cor-de-rosa mas depois achei melhor dizer a verdade.
Ora bem,

1. inteligente

2. culta

3. gira de morrer

4. boa como o milho

5. super simpática

6. amorosa


Ah! Bolas. Era para dizer a verdade, não era? Ok, ok... Agora é que é mesmo:

1. Dizem que sou exigente. Sou-o principalmente comigo (o que me traz enormes problemas de consciência) mas também com os que me são próximos.

2. Gosto de ter tudo controlado e odeio ser apanhada de surpresa. Como sou bastante controladora, passo-me quando algo na minha vida fica além dos meus tentáculos...

3. Tenho um núcleo reduzido de valores dos quais não abdico por nada [ha! o outro também pensava assim até que lhe meteram a cabeça numa jaula com ratazanas (ou qualquer coisa do género, já li há muito tempo...) e lá se foi tudo!]. Mas são mesmo só os que considero essenciais, o que me permite ser tolerante numa medida saudável.

4. Perdoo com muita facilidade e não consigo ficar chateada muito tempo mas quando alguém ultrapassa uma certa linha... não há como voltar atrás: morreu.

5. Sou teimosa, chata e não desisto enquanto não conseguir o que quero!

6. Adoro estar com pessoas, conhecer pessoas diferentes e aprender com elas.


Por sua vez, ali no Nascidos do Mar querem que eu exponha 5 manias. Esta é fácil!

1. Tenho a mania que controlo tudo à minha volta.

2. Tenho a mania de contar o tempo para trás (por exemplo: se tenho de estar lá às 9h, tenho de sair às 8.30h, portanto tenho de acordar às 7.45h mas como ainda tenho de pôr gasolina é melhor acordar às 7.30h ou às 7.25h para ter tempo de tomar café - a minha namorada ri-se quando me vê pensativa a olhar para o despertador :P)

3. Tenho a mania que vou salvar o mundo!

4. Tenho a mania de pôr 5 ou 6 colheres de cola-cao no fundo da caneca e acrescentar só 3 ou 4 gotinhas de leite de forma a fazer mousse para depois encher a caneca de leite e ir comendo, com uma colher, o chocolate que ficou no fundo.

5. Tenho a mania de pôr batatas-fritas na sopa.


Finalmente, outras Senhoras pretendem saber da minha relação com os famosos 7 pecados. Como eu não acredito em pecados, posso dizer que não peco!
Mas para não estarem sempre a dizer que sou mau feitio, cá vai:

1. Avareza: felizmente não sofro disto.

2. Gula: este pecado é um prazer. Sou gulosa, sim! E com muito orgulho! Ok, o pecado da gula vai além da mera relação com a comida... Então, quando entendido lato sensu, eu não chamo a isso gula mas sim ambição. É mesmo coisa de católicos estar a punir quem não se satisfaz com pouco...

3. Inveja: ultimamente tenho sofrido um pouco disto. É que olho à minha volta e vejo pessoas com uma vida normal e tranquila e fico cheia de inveja. Mas tudo controladinho.

4. Ira: confesso, sou uma pecadora. Mas nunca permito que tal sentimento me deixe descontrolada. Sou até bastante fria e calma quando este pecado me invade.

5. Luxúria: minha gente... Mas a vida existe para algo mais do que para disfrutar dos prazeres? Estes católicos são doidos...

6. Preguiça: como pode uma workaholic ser preguiçosa? lol

7. Soberba: tudo com o seu peso e medida. É óbvio que tenho imenso orgulho em algumas coisas que faço e às vezes, muito raramente, uso teatralmente um pouco de arrogância para desarmar o meu interlocutor. No dia-a-dia ou como característica da personalidade, quero a soberba bem longe.

E, como diria o outro (aquele das orelhas grandes), that's all, folks!

(Não, não vou passar a ninguém porque para distracções já bem bastam os twitters! Ide trabalhar! ;P)

Chamaram-me

workaholic.

Acho que sou demasiado nova para o ser.
Mas torna-se cada vez mais óbvio que sofro de qualquer coisa...

Para acabar a semana em grande,

deixo aqui uma confissão que vai garantir o meu total ostracismo por parte da comunidade lgbt.



Não fiz por mal. Simplesmente aconteceu...




Eu tenho um fraquinho pela Rita Lobo Xavier.


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Voz da consciência:

Hai... Gayja Maria... Às vezes, se estivesses calada fazias tão melhor figura... Andaste praí a falar mal da Fernanda Câncio e afinal... Vê lá se aprendes, sim?

Há que lhe tirar o chapéu.
Depois de uma prestação "comme il faut" no Prós e Contras, vejam o que escreveu aqui (via cacaoccino).

Palermices públicas (2)

Anda tudo maluco com o que disse o cardeal Saraiva Martins.
Pois eu acho que já descobri qual foi o problema do senhor!!

É que ele interpretou tudo mal! (coitadinho... também não se pode dizer que alguém com a sua formação seja propriamente um perito em interpretação de textos... enfim, vamos dar-lhe o desconto...)

Ele diz que "A homossexualidade não é normal (...) no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio professado pela igreja (...)."

Ora bolas! Então nós vamos levar a sério alguém que diz que a Bíblia deve ser interpretada literalmente e como tal ainda acredita em toda aquela historinha do paraíso, dos gajos que por lá se passeavam nus num total "peace and love" e da cobra que falava?

Além disso, o senhor nitidamente não percebeu o sentido do texto.

Diz-se que deus criou o homem e a mulher, precisamente para que o homem pudesse amar o homem e a mulher pudesse amar a mulher!

Se só tivesse criado o homem tínhamos todos de ser maricas! Por isso, criou a mulher para que pudessem existir também fufas!

Eu cá acho que esse deus até foi um fixe!!

Evolução da língua portguesa


- Não acredito que acabaste com as bolachas de chocolate... Como foste capaz?! Como?! Sua... sua... sua... Salter Cid!


4 dias

4 dias bastaram para concluir que o Twitter é assustador e não vai de encontro ao meu perfil.

Bem sei que a ideia de poder "mandar bitaites" assim que me vêm à cabeça pode ser aliciante, mas é também a maior inimiga da racionalidade e ética humana.
Desde pequena fui ensinada a pensar 2 ou 3 vezes antes de fazer ou dizer algo, o que muitas vezes é complicado cumprir (veja-se, a título de exemplo, as palermices que por vezes "disparo" para este blog). Ora, se já em circunstâncias banais do dia a dia me defronto com este problema, como é possível que se tenha criado um sistema que fomenta isso mesmo?

Qual é a intenção? É claro que o resultado só poderia ser um: cerca de 80% do que lá encontrei é verdadeiro lixo.

Uma outra questão que me tem assustado e levado até a barafustar que nem uma louca em direcção ao computador, é o tempo que as pessoas perdem (e sim, PERDEM!) com conversas que são tidas em horário de trabalho! A minha questão é: aquele pessoal que passa ali a manhã e a tarde a twittar está todo desempregado?!? É que a dimensão é assustadora!

Estas razões são suficientes para eu ter já uma relação muito estranha com o Twitter.
Irrita-me!
Não consigo controlar: o twitter revolta-me.

Além disto, eu percebo que as pessoas gostem de escrever para lá umas coisas e de "mandar bitaites" (também eu gosto!).
A parte que me passa totalmente ao lado é aquela em que é suposto acompanharmos o que os outros dizem. Quero lá saber do que disse este há 10, há 8, há 4 e há 2 minutos em 140 caracteres! Que seca!
Não sei como há pessoas com paciência para aquilo!

Terminando: por estas razões, 4 dias de Twitter já chegaram para mim. Ufa! Estou fora!

Palermices públicas

Tive uma ideia brilhante!

Vou dizer:

Aquele Pedro Duarte foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber, a sua orientação, mas falta-lhe homem.

Amanhã vou dizer que alguém entrou aqui e usou a minha password! Juro que não fui eu! (sim, sim, ponho a ética totalmente de lado, mas que se lixe! Eu tenho é de olhar pela minha pele!)

E depois de amanhã, de certeza que os meus amigos me vão dar abracinhos e beijinhos e estar muito solidários comigo e com a tragédia que se tinha abatido sobre este blog!



Pensando melhor, gosto demasiado deste espaço... ;P