Toca a mexer!

Uma amiga sugeriu-me um e-mail com o seguinte teor:

«Exmo. Senhor(a) Deputado(a),

A causa que me leva a tomar a iniciativa de lhe enviar um e-mail é a perplexidade.

Tenho observado através dos diversos meios de comunicação social o debate que se gerou em torno da votação no próximo dia 10 de Outubro da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Não foi senão com espanto que tomei conhecimento da posição adoptada pela bancada socialista.

O direito à igualdade e o direito à não discriminação são direitos fundamentais, constitucionalmente consagrados, que não se prendem com razões de programa político, necessidade de debate público ou de consenso na maioria da sociedade portuguesa.
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo trata-se de um passo fundamental e urgente no combate contra a discriminação e a conivência do Estado com a presente situação, que legitima os mais diversos ataques aos cidadãos homossexuais, tem de terminar.

Por estas razões, venho por este meio apelar a que no próximo dia 10 tome uma opção pautada por razões de respeito pelos direitos fundamentais e opte por fazer justiça por todos aqueles que há já demasiados anos esperam pelo reconhecimento de um direito que lhes pertence.

Melhores cumprimentos,»

A enviar para os e-mails que se encontram aqui.


E o que eu gostava mesmo?
Era de ver os heterossexuais que me rodeiam a enviarem este e-mail... Isso é que era!
Vá lá... Não custa nada! ;)

3 sobreviveram ao "lápis azul":

AD disse...

Epá, não sou hetero, mas enviei os e-mails :P

E amanhã lá estaremos com a tua/vossa folha :)

Gayja disse...

Mas pelo que me têm dito, os coirões do PS nem sequer estão a abrir os e-mails... Era de ir lá gritar-lhes aos ouvidos, não era?

(e essa foto? então...?)

rita disse...

recebi uma proposta de email (carta, sinais de fumo, o que queiram) para pressionar o PS. É apenas mias uma forma. Vale tudo, desde que seja fazer barulho e lembrar que somos muitos!
Deixo a sugestão:

"Exmo(s) Senhor(es),

Tendo o PS tomado a decisão de, no dia 10 de Outubro, votar em bloco
contra a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo,
contrariando a sua matriz de esquerda e o imperativo constitucional da
igualdade, venho por este meio, informá-lo da minha decisão sobre o
meu sentido de voto nos actos eleitorais marcados para 2009.

Se o PS se recusa a reconhecer os direitos constitucionalmente
consagrados dos meus concidadãos por não estarem na sua agenda
política, eu recuso-me a reconhecer o PS no meu boletim de voto. Se o
Partido Socialista afirma votar contra os direitos que a Constituição
atribui aos meus concidadãos porque não lhe é oportuno, eu respondo
que não me é oportuno votar no PS em 2009. Se o PS reconhece haver uma
inconstitucionalidade no Código Civil e, ainda assim, faz esse facto
valer zero no momento da votação, eu farei valer zero os apelos do PS
ao voto em 2009. Eu e todos os amigos e familiares que conseguir
convencer.

De costas voltadas para o Partido Socialista, tal como ele volta as
costas aos meus concidadãos. Indiferente aos vossos apelos, tal como
os senhores aos dos meus concidadãos.

Com os melhores cumprimentos,"